Arlindo do Rosário deu a garantia à imprensa quando falava hoje sobre a Semana Africana de Vacinação, à margem da cerimónia de abertura do evento que teve lugar na Ribeira Grande de Santiago.

Segundo o responsável pela pasta da Saúde, o ministério está a organizar o financiamento para esta cobertura, visto que o custo da vacinação em Cabo Verde é suportado pelo Governo, já que o país não faz parte da Aliança da Vacinação Mundial.

“Em termos de resultados efetivos é um custo que vale a pena suportar, pelo que estamos a trabalhar e ver as implicações em termos de financiamento para equacionar a introdução do HPV dentro do calendário vacinal, sobretudo para os adolescentes”, disse.

Na sua declaração, o governante anunciou que estão sendo feito estudos e diversos cenários possíveis, já que o impacto orçamental “será reforçado”.

No entanto, lembrou que, no caso de colo de útero, o custo “é o mínimo face as implicações” que este tipo de câncer tem para o país e a ajuda que a vacinação dará no quadro de “salvar e prevenir”.

O estudo em elaboração, segundo disse, vai dar ao setor todo o cenário a ser seguido para se poder escolher o grupo alvo, as modalidades de introdução e o custo total.

A vacina contra infeções provocadas pelo vírus do papiloma humano (HPV) contribui para redução da incidência do câncer do colo de útero e vulva nas mulheres.

A imunização também previne câncer do pénis, ânus, verrugas genitais, boca e orofaringe.

As vacinas contra o HPV são aprovadas em mais de 130 países e fazem parte de mais de 60 programas nacionais de imunizações, sendo que desde 2006 mais de 200 milhões de doses foram distribuídas em todo o mundo.

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