“Trata-se de três cidadãos moçambicanos, um com sintomatologia leve e dois sem sintomatologia, e estão todos em isolamento domiciliar”, declarou a diretora de Saúde Pública, Rosa Marlene, na atualização de dados no Ministério da Saúde sobre a pandemia.

Os três novos doentes têm 29, 34 e 40 anos e um deles faz parte de um grupo recentemente repatriado da África do Sul.

“Neste momento, estamos a mapear a rede de contacto destas três pessoas”, acrescentou Rosa Marlene.

Desde o anúncio do primeiro caso no país, a 22 de março, o país testou um total de 4.740 suspeitos, dos quais 359 nas últimas 24 horas.

Dos casos positivos, 95 são de transmissão local e 12 são importados, tendo um total de 35 pessoas já recuperadas.

A província de Cabo Delgado regista o maior número de casos, com 74, a cidade de Maputo tem 20, a província de Maputo segue com oito, Sofala registou quatro e Inhambane tem um.

O país, sem registos de óbitos, vive em estado de emergência desde 1 de abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.

Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 292 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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