Em conversa com a Inforpress, Evandro Monteiro fez saber que existem planos “muito vastos e, sobretudo, muito ambiciosos”, que vão requerer “muito investimento e uma boa e melhor organização”.

Observou que para a sua implementação estão em curso articulações com associações amigas parceiras nacionais e estrangeiras e entidades públicas e privadas a nível da ilha e do país e, sobretudo, do estrangeiro.

“De uma forma geral, todos os sectores precisam ter uma outra orientação para o trabalho, melhorando as condições e capacitando os profissionais”, afirmou o médico, acrescentando que o sector que está um pouco mais avançado é o de oftalmologia.

Neste sector, segundo Evandro Monteiro, se prevê que a partir de Dezembro, com recursos técnicos do hospital, se começa a fazer, além das cirurgias de pterígio, as de catarata, “o que se traduz num “ganho extraordinário” para a ilha e região e, sobretudo, para os utentes.

Segundo o diretor do hospital São Francisco de Assis, algum investimento será feito, mas é necessário, sobretudo, organização, razão pela qual acredita que antes do final do ano se comece a fazer esse tipo de cirurgia.

O hospital já investiu recursos na aquisição de materiais para a cirurgia de catarata, nomeadamente ferro cirúrgico, e equipamentos que auxiliam no estudo e diagnóstico da patologia, como tonómetro, oftalmoscópio, biómetro, assim como lentes interoculares, em articulação com os parceiros.

Questionado sobre a lista de espera para este tipo de intervenção cirúrgica, Evandro Monteiro disse que “há lista, mas não é muito grande”, embora reconheça que o número de pacientes “é significativo, mas nada que não pode ser resolvido com relativa facilidade”.

Neste momento, explicou, o médico especialista encontra-se de férias e só regressa em meados de Novembro, mas, enquanto isso, o hospital está a organizar a parte interna e já tem os materiais que não haviam e os meios auxiliares para que se façam diagnósticos corretos, assim como uma organização interna ligada à sala operatória para determinar um dia por semana para as intervenções.

“Temos pessoal qualificado para isso e há uma parceria com amigos de Itália para formação de uma técnica instrumentistas para cirurgia oftalmológica”, apontou o diretor do hospital, indicando que esta estrutura vai ter uma equipa de trabalho local para cirurgia, acrescentando que é um projeto que o próprio está engajado para que se resolva o mais rápido possível.

“Temos técnico, que é o mais difícil, com capacidade para realizar cirurgia com a segurança desejada e estamos a articular para que concretize antes do final do ano”, disse.

Em meados de Maio deste ano, alguns meses antes de Evandro Monteiro assumir a direção do Hospital Regional São Francisco de Assis, a lista de pacientes que aguardavam por uma intervenção cirúrgica para retirada de catarata ultrapassava os 300.