“O coração dos serviços hospitalares de urgência é o bloco operatório onde quase sempre terminam as situações de trauma, de emergência e de maior complexidade e por isso tem de estar apetrechada com equipamentos quando mais modernos, melhor”, advogou o também especialista em cirurgia, em entrevista à Inforpress.

Ligado ao bloco operatório, uma outra área que vai merecer atenção da direção do hospital é a de ortopedia, já que neste momento a estrutura hospitalar não dispõe de especialista, mas já começou a dar reposta através de articulações com outras estruturas.

Evandro Monteiro avança que o hospital quer articular com especialistas neste sector para criar um plano para responder às necessidades para a região Fogo e Brava, tendo para o efeito iniciado o processo de elaboração e assinatura de protocolos com especialistas, não só do sector de ortopedia como das mais variadas áreas.

“A forma como penso a saúde para a ilha e a região, temos de focar mais na prevenção e não esperar que aconteça patologia e atuar”, afirma o diretor do hospital regional, para quem as especialidades são mais-valias sobretudo na prevenção.

Para a fonte, um paciente pode ser observada uma ou duas vezes por ano por um especialista e depois seguido pelos clínicos gerais.

Com o protocolo pretende-se criar um ambiente onde os especialistas sintam que pertençam à região e não esperar por deslocações esporádicas e quando tiver um número de pacientes que justifique.

“O que não queremos é que um especialista venha da Praia e veja 40 a 50 pessoas duma vez porque tem de regressar no dia seguinte. Queremos que se faça como noutras realidades, consultas com números exatos de pacientes, identificação das patologias, devidamente organizado e que se faça o seguimento do doente quando o especialista não estiver”, disse.

Para o diretor do hospital regional, o objetivo maior que gostaria de atingir é a integração do hospital a nível regional e nacional, mas sobretudo a capacitação técnica de todos os profissionais e promover a vontade de entrega e dedicação em prol do hospital e dos doentes e, a partir daí, trabalhar em todos os sectores: laboratório, banco de sangue e ter um hospital de referência.

Com relação ao laboratório e banco de sangue, este disse que já está a dar respostas melhores do que antes e alguns exames estão a ser realizados a nível local.

Para este sector, considera, um plano ambicioso, mas que acarreta custos, observando que a partir de 2018 haverá investimentos porque o laboratório e o banco de sangue são sectores chaves para o hospital, adiantando que numa fase mais avançada poderá ter um banco de sangue separado do laboratório.

Evandro Monteiro defende um investimento forte no banco de sangue no sentido de ter maior capacidade de armazenamento de sangue, além de sensibilização da população para doação de sangue, através de sessões nas comunidades de modo a criar uma rede de doadores voluntários e identificados.