Esta afirmação foi feita pelos doentes em declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Mundial do Rim, que este ano é assinalado sobre o tema “Saúde dos Rins para Todos”.

“A principal fonte de apoio é a minha família, os amigos e os vizinhos. A maior parte dos doentes com insuficiência renal crónica depende exclusivamente de si e não conta com suporte de nenhum serviço de proteção social”, disse Luís (nome fictício).

Conforme Luís, muitos dos doentes para estarem a fazer hemodiálise têm de deixar de trabalhar, pois, é difícil e, por isso, passam por muita vulnerabilidade social.

“Já estou há três anos a fazer diálise, três vezes por semana, e o estado da doença varia todos os dias. Dizem que não podemos trabalhar, mas eu, por exemplo, tenho de trabalhar, pois, tenho quatro filhos para sustentar e mandar à escola”, realçou.

Ainda segundo a mesma fonte, muitos passam por fragilidade psico-social, pois, as exigências do tratamento dificultam e tornam vulnerável o doente que está a receber tratamento.

Já Maria (fictício), com dois anos em tratamento, revelou que no início foi mais difícil, mas agora, segundo disse, a situação melhorou.

“No meu caso, como não sou segurada o meu maior problema é a compra de medicamentos. Quase mensalmente tenho de gastar à volta de sete mil escudos com medicamento para além de pagar o transporte para deslocação”, frisou.

Com um tratamento complexo para fazer durante anos, Maria sonha com o dia em que o país começar a fazer cirurgias de transplante para que possa conseguir um doador e viver melhor.

Em Cabo Verde, segundo dados relativos ao aumento do número de casos, cerca de 30 pacientes entram em falência renal.

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