A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) acaba de lançar uma campanha que alerta para a importância do diagnóstico precoce das doenças autoimunes, que constituem uma das 10 principais causas de morte em mulheres com menos de 65 anos.

Promovida pelo Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes (NEDAI) da (SPMI), a campanha pretende consciencializar a população para as centenas de doenças com origem no sistema imunológico, entre as quais a diabetes tipo 1, o lúpus eritematoso sistémico ou a artrite reumatoide, que afetam três vezes mais mulheres do que homens.

Sintomas das doenças autoimunes

Entre os sintomas mais comuns estão a febre prolongada, dores nas articulações com tumefação associado, manchas vermelhas na face e tronco que aumentam com o sol, fadiga extrema e alterações analíticas como anemia, diminuição das plaquetas, aumento dos parâmetros de inflamação e muito mais.

Em declarações à agência Lusa, o médico internista e coordenador do NEDAI, António Marinho, realçou a importância do “diagnóstico e da intervenção precoce” para “o controlo crónico” destas doenças que se caracterizam por envolverem qualquer órgão ou sistema do organismo e pela sua origem no sistema imunológico.

Segundo António Marinho, um dos principais problemas que o sistema de saúde enfrenta prende-se com a dificuldade de reconhecimento e diagnóstico destas patologias, que são muitas vezes confundidas com outras doenças, o que leva à necessidade de as detetar “o mais cedo possível”, para os doentes poderem “viver mais e com melhor qualidade de vida”.

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“Há novas terapêuticas, há novas possibilidades de controlar as doenças e continuamos a ver um grande número de doentes com patologias autoimunes potencialmente crónicas, agressivas e até destrutivas que não estão diagnosticados ou não estão identificados corretamente ou são diagnosticados tardiamente”, lamentou.

Para o especialista, é importante que a população esteja informada sobre estas doenças, para saber reconhecer os seus sintomas e procurarem o médico no sentido de a doença ser controlada rapidamente.

Entre os sintomas mais comuns estão a febre prolongada, dores nas articulações com tumefação associado, manchas vermelhas na face e tronco que aumentam com o sol, fadiga extrema e alterações analíticas como anemia, diminuição das plaquetas, aumento dos parâmetros de inflamação e muito mais.

“É importante que as pessoas que começam a ter sintomas gerais, mesmo inespecíficos, que se começam a somar ao longo do tempo, a durar mais do que é habitual, como uma simples queixa articular ou uma simples queixa sistémica, estejam alertam, procurem o seu médico e que atempadamente consigam ter um conjunto de exames complementares de diagnóstico e de consultas que possam fazer um diagnóstico correto e precoce", vincou António Marinho.

As doenças autoimunes não têm cura, mas a sua evolução e fase sintomática podem ser controladas.

Com Lusa

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