Foram reportados 1.299 doentes com problemas de saúde associados ao uso desses vaporizadores em todo país, segundo dados dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), confirmando o que as autoridades classificaram como epidemia apesar das advertências sanitárias.

Há uma semana, as autoridades apresentaram um relatório com 18 mortes e 1.080 pacientes.

Os primeiros casos foram registados em março e abril deste ano, mas somente a partir de julho é que as autoridades passaram a notar a relação entre o uso dos cigarros eletrónicos com o crescimento no número de atendimentos por problemas pulmonares.

O cigarro eletrónico contém um líquido que, quando aquecido, gera vapor que é inalado.

Alerta em Portugal

Os casos norte-americanos já motivaram um alerta em Portugal: a Sociedade Portuguesa de Pneumologia pediu cautela aos utilizadores portugueses, recordando que o melhor é "respirar ar limpo".

Aquela organização solicitou ainda aos médicos portugueses que comuniquem eventuais casos de doença relacionados com os cigarros eletrónicos às autoridades competentes.

Nos Estados Unidos, a maior parte dos pacientes (75%) comunicou o uso dos vaporizadores com um aromatizador que contém THC, o principal composto psicoativo presente na canábis.

Um ou mais elementos que fazem parte dos aromatizadores são suspeitos de causar as doenças, mas os testes nos laboratórios ainda não determinaram quais deles.

Várias cidades e estados do país estão a considerar ou já aprovaram proibições contra cigarros eletrónicos, em alguns casos uma proibição total e em outros, apenas para recargas aromatizadas com fragrâncias que não sejam de tabaco (como hortelã, mentol, frutas). O objetivo é desencorajar o interesse dos jovens nesse produto.

Cerca de 3,6 milhões de estudantes do ensino secundário usaram este tipo de produtos nos Estados Unidos em 2018; um aumento de 1,5 milhões em relação ao ano anterior.

Os executivos da indústria do tabaco estão a tentar evitar a proibição absoluta deste produto que foi considerado como o futuro do setor.

Já o governo de Donald Trump quer proibir a partir de outubro todos os produtos, exceto os feitos apenas com tabaco.

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