Em declarações à Inforpress, a especialista esclareceu que, no âmbito da assinalação do Dia Mundial da Asma, que se celebra anualmente na primeira terça-feira do mês de Maio, não existe nenhum estudo a nível do país mas que dados avançados retratam a situação de algumas ilhas.

“Não existe nenhum estudo nacional para identificar a prevalência da doença, mas o que posso dizer é que existem alguns estudos, poucos feitos sobre a temática e sabemos que num estudo elaborado em 93/94, nas ilhas do Sal e São Vicente, rotulou que a patologia da Asma ronda os 7 a 11% em população pediátrica em idades escolares”, disse.

Ainda de acordo com a especialista, um outro estudo elaborado em São Vicente e Santiago, em 2006, revelou em relação aos sintomas, numa população com mais de 20 anos, uma prevalência à volta dos 11%.

Conforme a médica, apesar de ser uma patologia com maior frequência na criança, os dados, segundo os estudos elaborados, revelam uma prevalência que se encontra a nível internacional.

Face a esses dados, a especialista é de opinião que há necessidade de se fazer um estudo a nível nacional para se poder ter dados mais fiáveis.

A Asma, uma das doenças respiratórias crónicas (DRC), segundo a médica apresenta sintomas como tosse, dificuldade para respirar, chiado no peito, respiração rápida e curta e desconforto torácico e pode ser diagnosticado em qualquer estrutura de saúde do país e quando apresenta uma situação mais complicada deve ser encaminhado ao especialista nos hospitais centrais.

A doença, explicou, causa o estreitamento dos bronquíolos – pequenos canais de ar dos pulmões, dificultando a passagem do ar e ataca pessoas de qualquer idade, mas é mais comum ser diagnosticada ainda na infância.

“A causa exacta da asma ainda não é conhecida, mas acredita-se que é causada por um conjunto de factores genéticos e ambientais. Para o tratamento da patologia utilizamos a medicação preventiva e tratamento da crise”, disse.

A medicação da crise, explica, é feita quando o paciente apresenta um quadro de febre e dificuldade respiratória e deve ser aliviado os sintomas, enquanto a medicação preventiva é para melhorar o quadro a longo prazo, diminuindo as agudizações.

O tratamento, ajuntou a especialista, visa, principalmente, a melhoria da qualidade de vida do paciente, pelo que alerta os doentes de Asma a evitar os pós existentes dentro de casa que são os mais perigosos, pois, o pó da rua funciona como irritante e pode ser evitado.

Questionada sobre o porquê de o Ministério da Saúde em Cabo Verde ainda não possuir um programa que cuide desta patologia, Maria do Céu Teixeira avançou que se está a trabalhar neste sentido, apesar de se tratar de um processo que se encontra “num andamento lento”.

“Não existe um programa, mais existem orientações do Ministério para a prevenção, tratamento e cuidados nesta matéria”, frisou.

Em Cabo Verde não está prevista nenhuma actividade para assinalar a data.

O Dia Mundial da Asma é organizado pela GINA (Global Initiative for Asthma), da Organização Mundial de Saúde, sob o lema “Podes controlar a Asma” e tem como objectivo melhorar a prevenção da doença e o nível de consciencialização da população sobre a patologia.

A Organização Mundial de Saúde estima que, em todo o mundo, mais de 300 milhões de pessoas sofrem de asma e que esta é a doença crónica mais comum nas crianças.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.