“Hoje foi feita uma revisão dos casos confirmados de COVID-19 que dispomos até ao momento, no sentido de zelar pela qualidade e transparência a ser transmitida e o resultado deste exercício permitiu-nos a informação estatística”, disse o diretor do Serviço de Prevenção e Controlo de Doenças, Jorge Barreto, no ponto de situação diário sobre a doença no país.

Até ao momento, as autoridades de saúde tinham informado o diagnóstico de 116 casos, mas segundo o porta-voz do Governo, esse valor subiu para 121 após essa revisão.

A ilha de São Vicente, que tinha até agora registado um único caso – uma cidadã chinesa – passou a contar com três, segundo a mesma fonte, já que dois membros da família desenvolveram anticorpos e nunca tiveram sintomas, tendo passado a ser considerados como recuperados.

Os outros três casos são da ilha da Boa Vista, prosseguiu Jorge Barreto, indicando que no decorrer da análise verificou-se que não tinham sido contabilizados antes.

Refeitas as contas, Cabo Verde passou a registar 121 casos acumulados de COVID-19, desde 19 de março, distribuídos pelas ilhas de Santiago (62), Boa Vista (56) e São Vicente (03).

Já os casos de doentes recuperados passam a ser quatro, sendo dois em São Vicente, um na Praia e outro na Boa Vista.

Um destes casos, um turista inglês de 62 anos – o primeiro diagnosticado com a doença no país - acabou por morrer na Boa Vista, enquanto outros dois doentes viajaram para seus países, totalizando 114 casos ativos no arquipélago.

“Temos estado a recolher informação e em algum momento nós temos que parar e fazer uma análise mais fina da informação que temos estado a recolher”, explicou Jorge Barreto.

Ainda na conferência de imprensa, o diretor informou que o país regista um total de 275 amostras pendentes, a maioria na cidade da Praia (128), e tem 457 pessoas em quarentena, a maioria também na Praia (313), onde a transmissão da doença já é comunitária.

Por sua vez, a presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Maria da Luz Lima, avançou que o Laboratório de Virologia já realizou até agora um total de 1.911 testes, não só para casos suspeitos e confirmados, mas também para controlo de qualidade e retestagem das amostras.

As três ilhas com casos positivos estão em estado de emergência pelo menos até às 24:00 de 2 de maio, e o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, vai anunciar na sexta-feira, numa mensagem ao país, se vai prolongar, ou não, o estado de emergência nas três ilhas com casos de COVID-19.

As restantes seis ilhas habitadas, sem casos de COVID-19, já saíram do segundo período de estado de emergência ao final do dia 26 de abril, terminando o dever geral de confinamento da população e o encerramento das empresas, embora mantendo várias restrições.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 227 mil mortos e infetou quase 3,2 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Cerca de 908 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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