Ulisses Correia e Silva, que presidia à abertura da reunião do Conselho Nacional de Protecção Civil, informou que as medidas de interdição e proibição adoptadas no domínio dos transportes não atingem o abastecimento ao País em mercadorias e produtos.

“Os barcos comercias e de pesca operam normalmente. Não podem é embarcar e nem desembarcar passageiros. O país dispõe de stock de segurança de produtos alimentares e continuará a ser abastecido através do comércio internacional”, assegurou.

Neste sentido, apelou às pessoas a evitarem corridas aos supermercados e às lojas para a constituição de stocks de produtos para além daquilo que é necessário para o consumo normal.

O chefe do Governo alertou que o açambarcamento é uma infracção contra a economia, condenada com pena de prisão de seis meses a três anos ou com pena de multa de 80 a 200 dias.

O Governo aproveitou para apelar aos comerciantes e às empresas que se abstenham de usar essa “prática lesiva”, que beneficia quem o pratica e prejudica a maioria da população através do aumento dos preços dos produtos.

“Medidas excepcionais de preços máximos para os produtos essenciais poderão ser introduzidas durante o período em que vigora o estado de contingência. O IGAE, em parceria com a Polícia Nacional, vai reforçar e apertar a fiscalização”, garantiu

Ulisses Correia e Silva afirmou que o país está perante uma situação “grave e excepcional” e que exige medidas excepcionais.

Neste sentido pediu o engajamento e o comprometimento dos cidadãos, das organizações, da sociedade civil e das empresas neste combate.

“Estamos com uma guerra às portas da casa e temos que saber combater bem e vencer. Sem medo, sem pânico, seguindo as instruções das autoridades e adoptando comportamentos adequados de vigilância e de prevenção”, apelou.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infectou mais de 189 mil pessoas, das quais mais de 7.800 morreram.

Das pessoas infectadas em todo o mundo, mais de 81 mil recuperaram da doença.

O surto espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Os países mais afectados depois da China são a Itália, com 2.503 mortes para 31.506 casos, o Irão, com 988 mortes (16.169 casos), a Espanha, com 491 mortes (11.178 casos), e a França, com 148 mortes (6.633 casos).

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