"O Governo dos Estados Unidos entende que os desafios da COVID-19 são diferentes em todos os países, e estamos comprometidos em trabalhar com os moçambicanos para apoiar soluções que sejam eficazes no contexto moçambicano", disse Jennifer Adams, diretora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) no país, durante a entrega da doação.

O apoio que será concedido pelos EUA "serve para apoiar a comunicação de riscos, água e saneamento, identificação de casos, bem como equipamento para a prevenção e controlo de infeções em Moçambique", acrescentou Jennifer Adams.

O apoio da USAID, de cinco mil máscaras de capulana (tecido típico moçambicano), foi entregue hoje em Maputo ao Ministério da Saúde, ao qual se juntaram as empresas ROMPCO, de transporte de gás natural, e a JFS, que produz viseiras desde que se registaram casos de infeção pelo novo coronavírus em Moçambique.

As três entidades doaram no total três mil litros de desinfetante, seis mil máscaras, mil luvas cirúrgicas, 11 termómetros infravermelhos, mil viseiras e 400 baldes acoplados a uma torneira.

"Temos em mãos donativos de imensurável importância e imprescindíveis na luta que travamos para suster a pandemia da COVID-19. A ajuda chega num momento crucial visto que tem estado a aumentar e de forma preocupante o número de casos do coronavírus no nosso país", disse a vice-ministra da Saúde, Lídia Cardoso.

Em Moçambique, há um total acumulado de 107 casos de COVID-19 registados pelas autoridades desde que a doença foi declarada pandemia, a 11 de março, sem registo de mortes e com 35 recuperados.

O país vive em estado de emergência desde 01 de abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.

Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 292 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.