"Este lote enviado não corresponde ao que veio nos certificados de qualidade da CE. Tivemos de os devolver", disse hoje numa conferência de imprensa o diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergência Sanitária do Ministério da Saúde espanhol, Fernando Simón.

Esta quinta-feira, o jornal espanhol El País noticiava com base em fonte anónima que os testes tinham uma sensibilidade inferior ao previsto, sendo "imprecisos".

Espanha é o segundo país no mundo com mais mortos com covid-19 e tinha iniciado no último fim de semana a utilização de testes rápidos para generalizar o mais possível a deteção precoce do número de infetados.

Entretanto, a embaixada da China em Madrid informou através da sua conta na rede social Twitter que os testes rápidos que Espanha comprou não eram válidos porque a empresa fornecedora não possuía uma licença oficial da Administração Nacional de Produtos Médicos da China.

A representação chinesa assegura que o Governo espanhol não seguiu as recomendações da China, que forneceu aos serviços de saúde do país "uma lista com recomendações sobre os fornecedores qualificados", na qual a Shenzhen Bioeasy Biotechnology não estava incluída.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 450 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 21.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 240.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até hoje.

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