Perante a situação, os dirigentes de 13 organizações médicas e humanitárias mundiais que representam mais de 30 milhões de profissionais da saúde, incluindo o CICV, Médicos do Mundo, Federação internacional dos hospitais e Conselho Internacional dos Enfermeiros, publicaram uma declaração conjunta que condena os ataques cada vez mais numerosos contra este pessoal e estabelecimentos de saúde no contexto da pandemia.

O CICV denuncia os ataques relacionados com a pandemia, com mais de 200 incidentes assinalados, e “alarma-se com a amplitude que assume este fenómeno que coloca em perigo tanto os profissionais de saúde, atores essenciais na resposta à pandemia, como as comunidades que servem”.

Na declaração, os dirigentes das organizações afirmam que “se as recentes manifestações públicas de apoio aos atores da resposta à covid-19 aquecem o coração, tal não evita que muitos deles sejam vítimas de perseguição, estigmatização e de violências físicas”.

A declaração assinala que “alguns profissionais de saúde foram mesmo mortos e bem como os doentes de quem cuidavam”, e que “não se passa um único dia sem que sejam registados novos casos de intimidação e violências”.

As organizações apelam aos governos a agirem para combater a desinformação, e a tomar medidas para que os profissionais de saúde possam trabalhar num “ambiente seguro e que seja fornecido um apoio psicológico não apenas às vítimas das violências, mas também às pessoas submetidas a elevados níveis de stress no seu trabalho”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 350 mil mortos e infetou mais de 5,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Cerca de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.

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