Entrevistados pela rádio Capital FM de Bissau, os curandeiros Mussá Sibidé, maliano, a residir em Bissau há mais de uma década, e Fanta Fati, guineense, ambos conhecidos no país, afirmam não ter conhecimentos para tratar da covid-19.

Bastante publicitado nos órgãos de comunicação social e nas redes sociais entre os guineenses, dadas as suas alegadas capacidades para resolver todos os problemas de saúde, Mussá Sibidé afirma que “não sabe nada sobre esta nova doença”.

“Quando ligam digo às pessoas para irem para o hospital”, declarou Sibidé, que, disse, resolver as outras maleitas, sem ser a covid-19, à base de ervas, folhas e raízes de plantas.

O curandeiro, que é referenciado como alguém capaz de curar doenças tão diversas como reumatismo, hemorroide, diabetes, paludismo, fraturas, impotência sexual, entre outras, disse nada saber sobre o novo coronavírus.

“Exorto as pessoas a respeitarem as orientações médicas sobre como evitar o contágio pela nova doença”, afirma Sibidé, que só tem a lamentar o facto de ultimamente não estar a trabalhar “por falta de clientes”.

Também uma conhecida curandeira da Guiné-Bissau, Fanta Fati, só pede à Deus que ajude o mundo a encontrar a cura para “a doença nova” que admite desconhecer e não ter nada para propor como remédio.

Dados divulgados segunda-feira pelas autoridades sanitárias, apontam que na Guiné-Bissau o número de pessoas infetadas com o novo coronavírus passou de 18 para 33, mas com possibilidade de aumentar nos próximos dias.

Para conter a propagação do novo coronavírus, as autoridades guineenses determinaram várias medidas, ao abrigo do estado de emergência, nomeadamente o confinamento social e a limitação de circulação de pessoas e viaturas entre as 07:00 e as 11:00 locais (menos uma hora que em Lisboa).

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 73 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 250 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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