A estimativa de caráter preliminar e "imprecisa", passível de grande variação, justifica "um período de observação ou de quarentena de 14 dias para as pessoas expostas" ao vírus, escreveram os investigadores das autoridades chinesas neste estudo, que foi publicado pela revista médica americana New England Journal of Medicine (NEJM).

Num boletim divulgado na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde menciona um período de 2 e 20 dias para o aparecimento dos sintomas, caracterizados por febre, tosse e dificuldade respiratória aguda.

A estimativa do período de incubação do 2019-nCoV foi realizada a partir de 10 pacientes, mas os cientistas estudaram os primeiros 425 afetados para estabelecer as características básicas da epidemia, dos quais metade tinham 60 anos ou mais. Nenhum destes pacientes tinha menos de 15 anos.

A epidemia do novo coronavírus já fez pelo menos 170 mortos e 5.700 doentes no gigante asiático.

A OMS considera a ameaça "alta", mas ainda não ativou um alerta de saúde internacional.

Além da China, já foram registados casos em mais 17 países, sendo os mais recentes a Finlândia e os Emirados Árabes Unidos.

As companhias aéreas de vários países suspenderam ou reduziram drasticamente seus serviços de chegada e partida da China.

Iberia, British Airways Lufthansa e a indonésia Lion Air, entre outras, anunciaram a suspensão de todos os seus voos para a China continental.

Já a Rússia limitará as suas conexões ferroviárias com a China a partir de 31 de janeiro e manterá apenas em serviço a linha Pequim-Moscovo.

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