O médico Li Wenliang é considerado um herói nacional por ter alertado os colegas no início da epidemia, enquanto as autoridades tentavam ocultar de alguma forma a realidade.

A morte do oftalmologista de 34 anos provocou uma onda de indignação popular no início de fevereiro, o que levou as autoridades a ordenar uma investigação.

Por ter feito o alerta, o doutor Li Wenliang foi convocado pela polícia, que o advertiu por divulgação de boatos na internet.

No início de janeiro, Li foi obrigado a assinar uma autocrítica na qual prometia não cometer mais "atos contrários à lei".

A polícia atuou de forma "inapropriada", afirmou a Comissão de Controle da Disciplina, que pede a "revogação" da advertência e que as autoridades "estabeleçam as responsabilidades" das pessoas envolvidas no caso.

Em janeiro, o Tribunal Supremo já havia reabilitado o doutor Li e outras pessoas que assinaram um artigo de alerta publicado na imprensa.

Os primeiros casos de novo coronavírus foram registrados na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei (centro), no início de dezembro, mas os habitantes foram obrigados a usar máscaras em meados de janeiro, pouco antes da determinação de quarentena da localidade.

Em Portugal, o número de mortos subiu hoje para três, com 785 casos confirmados, segundo a Direção-geral da Saúde.

A Assembleia da República aprovou ontem o decreto de declaração do estado de emergência que lhe foi submetido pelo Presidente da República com o objetivo de combater a pandemia de Covid-19, após a proposta ter recebido pareceres favoráveis do Conselho de Estado e do Governo.

Portugal está em estado de alerta desde sexta-feira, e o Governo colocou os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.

Entre as medidas para conter a pandemia, o Governo suspendeu as atividades letivas presenciais em todas as escolas desde segunda-feira e impôs restrições em estabelecimentos comerciais e transportes, entre outras.

O Governo também anunciou o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.

O Governo declarou na terça-feira o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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