Artur Correia falava à imprensa à margem da conferência sobre Abordagem STEPwise na vigilância dos fatores de risco das doenças não transmissíveis na Região Africana da OMS, realizada hoje no âmbito da visita a Cabo Verde, de uma missão de assistência técnica de um consultor da OMS, para trabalhar na preparação do II Inquérito às Doenças Crónicas Não-
Transmissíveis (IDNT) 2019.

Segundo o diretor Nacional da Saúde, já há, neste momento, uma equipa técnica para se debruçar sobre a problemática do consumo do sal e de açúcar e as suas relações com as doenças não transmissíveis, nomeadamente as cardiovasculares e os cancros.

Conforme avançou Artur Correia, esta equipa vai, brevemente, fornecer uma nota conceptual técnica que vai permitir às autoridades sanitárias nacionais projetar as ações que devem ser tomadas, eventualmente na própria legislação e regulamentação.

“Nós já sabemos que há consumo exagerado do sal em Cabo Verde. Então, temos que fazer alguma coisa no sentido de mitigarmos os efeitos do sal e dos açúcares também”, completou a mesma fonte, explicando a necessidade desta regulamentação, no sentido de tentar diminuir o consumo destes alimentos por parte da população, mas também regulamentar no sentido de haver atitudes pedagógicas das empresas alimentares responsáveis pela produção ou importação destes produtos.