A declaração do Ano Nacional, segundo fontes do Instituto Nacional da Saúde Pública (INSP), tem por objetivo sensibilizar a população e promover a adoção de políticas e projetos de impacto sobre a saúde pública relacionados com a hipertensão.

A intenção, sublinha a mesma fonte, é contribuir para que o país atinga os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no domínio da saúde.

“As consequências da HTA em Cabo Verde, levam a que o INSP chame a atenção da população para esta importante problemática, pelo que a instituição vai realizar um conjunto de ações, em parceria com entidades públicas, privadas e organizações da sociedade civil para a redução da prevalência e controlo da doença”, refere a mesma fonte.

A hipertensão arterial é uma das principais Doenças Cronicas Não Transmissíveis (DCNT) no mundo e o principal fator de risco para desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Em Cabo Verde, dados do Inquérito Nacional de Doenças Crónicas não Transmissíveis, realizado em 2007, dão conta de uma prevalência de Hipertensão arterial de cerca de 35% da população.

O peso da hipertensão no país e no mundo tem a ver com o facto de que a hipertensão arterial sistêmica (HAS) constitui importante fator de risco para complicações cardíacas e cerebrovasculares, que são a primeira causa de mortalidade no país.

A hipertensão arterial tem causado um elevado número de mortes prematuras, perda de qualidade de vida e incapacidades várias, além do impacto económico para as famílias, comunidades e a sociedade em geral, aumentando a pobreza e agravando a iniquidade.

Segundo especialistas, a doença pode ser prevenida por um conjunto de intervenções de entre as quais a redução da ingestão de sal, a prática regular de atividade física, a adoção de dieta rica em frutas, legumes e manutenção de peso corporal adequado.

O último relatório da Comissão Independente Mundial de Alto Nível da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre Doenças Crónicas Não Transmissíveis pede uma ação urgente para o tratamento de doenças crónicas e transtornos mentais.

Para isso, é necessário um compromisso político de alto nível e o reforço das ações para enfrentar e controlar a epidemia de DCNT, principais causas de morte e de problemas de saúde no mundo.

A OMS exorta os Estados-Membros a assumirem o compromisso para desenvolver e implementar uma estratégia nacional de prevenção e controlo de doenças não transmissíveis, com base nas realidades locais.