“É uma rede que se insere noutras redes que temos a nível da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa)”, disse Artur Correia, acrescentando que através das novas tecnologias de informação e comunicação (TIC) é possível remover as barreiras geográficas que separam os respetivos países membros da CPLP, resolvendo, assim, os “problemas que são comuns a todos”.

O diretor nacional da Saúde fez essas considerações no ato do encerramento da primeira reunião da Rede de Bancos de Leite Humano da CPLP, visando a criação de um plano de ação para a implantação da rede nos Estados membros.

Segundo Artur Correia, Cabo Verde “está disponível” a fazer tudo que seja para “unir os técnicos a nível da CPLP” nas diferentes temáticas da saúde, envolvendo o ministério do setor e outros que direta ou indiretamente tenham alguma contribuição a dar a nível da saúde.

“O Ministério da Saúde de Cabo Verde e todas as instituições do país ligadas à CPLP vão fazer tudo para que tenhamos sucesso e, daqui a dois anos, façamos um balanço para dizermos que valeu a pena estar nesta aventura de unir os nossos povos”, indicou Artur Correia.

Para este responsável, já está provado que a Rede de Bancos de Leite Humano “contribui positivamente para reduzir a mortalidade infantil”.

Disse que existe um propósito firme no sentido de, “brevemente,” o Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, ser também dotado do seu Banco de Leite Humano, assim como nos hospitais regionais, que também já manifestaram interesse nesse sentido.

No domínio da telemedicina, manifestou o desejo de Cabo Verde partilhar a sua experiência neste setor com os países da CPLP que ainda não dispõem desta valência e indicou que esta colaboração com Angola já se iniciou com a deslocação de uma equipa cabo-verdiana a este país.

“No horizonte de 2020, temos um programa de eliminação do paludismo e gostaríamos também de partilhar essa experiência com alguns países que já estejam também em condições a nível da nossa comunidade para reforçamos o nosso ensejo maior que é o de eliminar esta doença”, pontuou Correia.

Para o coordenador da Rede Global do Leite Humano, João Aprígio, o encontro da Praia representa um “passo importante” para a saúde da criança no âmbito da CPLP, inaugurando um novo círculo de uma cooperação multilateral.

“Essa Rede de Bancos do Leite Humano da CPLP (BLH-CPLP) é simbólica porque é um espaço de articulação multilateral das ações em favor da saúde da criança”, realçou João Aprígio que, anunciou que no prazo de 15 dias, estará no ar a comunidade virtual da Rede de Bancos do Leite Humano da CPLP, com a perspetiva de ampliar o intercâmbio do conhecimento científico e tecnológico em aleitamento materno e bancos do leite humano.

Durante o encontro da Praia, os participantes da CPLP na primeira reunião da BLH-CPLP debateram temas como “Experiências de Bancos de Leite Humano na CPLP”, “Leite Humano: Qualidade e Controle”, “Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano” e “Rede de Leite Materno Humano como estratégia política pública para qualificação da atenção em termos de segurança alimentar e nutricional”.