Ao observar a roda dos alimentos portuguesa, logo vemos que o maior grupo, que deve ser introduzido na nossa alimentação diária em maior quantidade, é o dos cereais.
No entanto, estes não são os que chamamos de “cereais de pequeno-almoço” e que injustamente levam a esta denominação, pelo seu teor elevado de açúcar e gordura. Há cereais que não observamos diretamente na roda dos alimentos e que estão incluídos neste grupo privilegiado, sendo o cereal teff um ótimo exemplo.
Nem só de trigo, centeio e cevada é constituído o grupo dos cereais, existe um mundo de alternativas, mais nutritivas para introduzirmos na nossa alimentação diária.
Nas consultas de nutrição clinica apercebo-me que muitos utentes, introduzem na sua alimentação diária, nomeadamente ao pequeno-almoço, pão branco e pão de forma, embalado e de longa duração, com um teor considerável de gordura adicionada e açúcar, sendo estes, feitos com farinhas refinadas, o que de certa forma promove o aumento de peso, obesidade, obstipação, colesterol elevado, entre outras.
Este super-cereal não contém glúten, o que na rotina alimentar dos celíacos se torna essencial introduzir na alimentação diária, em alimentos como o pão, que geralmente é feito em casa, em bolos, biscoitos e crepes.
Enriquecer a alimentação com teff torna-se imperativo para qualquer pessoa que se preocupa em cuidar da sua saúde, do seu bem-estar e em investir na prevenção de algumas doenças.
As vantagens da introdução do teff na alimentação, são justificadas pelas calorias de boa qualidade, quantidade muito interessante de fibra alimentar, excelente fornecedor de cálcio, ferro, magnésio, folato e zinco. Este super cereal contém vitamina C, o que facilita a absorção do ferro.
O teff é pouco vendido em Portugal e tem um preço elevado. Para minimizar este impacto, pode introduzir pequenas quantidades, misturadas com outros tipos de cereais mais económicos, para a confeção do pão, feito em casa.
Por Rita Morais, Nutricionista