Reza a história que o iogurte skyr é um produto lácteo fermentado que os vikings terão levado para a Islândia na Idade Média. Devido ao seu alto conteúdo proteico, é uma das opções saudáveis mais comentadas no momento. É um iogurte praticamente isento de gordura e com poucas calorias, mas que tem o dobro das proteínas de um iogurte magro comum.

De consistência cremosa e com um sabor suave, existe em versão natural (levemente azedo) e aromatizada com frutas (framboesa, mirtilo, pêssego e maracujá, entre outras). As opções com aromas têm cerca de 1% de açúcar a mais, frisa a associação de defesa do consumidor.

A nutricionista Ana Rita Lopes do Hospital Lusíadas Lisboa explica que o "skyr é um alimento muito versátil podendo ser adicionado fruta, compota e utilizado em smoothies e molhos", para além deste tipo de iogurte se diferenciar dos demais produtos lácteos "pelo seu elevado teor proteico e baixo valor lipídico".

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Qualquer um pode consumir? A Deco diz que o skyr pode ser consumido por todos, desde que não se tenha intolerância à lactose ou se faça alergia a algum dos seus ingredientes.

O iogurte skyr tem mesmo mais proteína? A Deco comparou o skyr vendido no Lidl, Continente e Jumbo com o queijo quark, o iogurte grego natural e o iogurte natural comum vendidos nos mesmos supermercados. Nos valores proteicos, o skyr destaca-se, seguido do queijo quark. De todos os produtos, só os iogurtes naturais comuns têm menos calorias do que o skyr.

O skyr sacia mais o apetite? O iogurte skyr é produzido com quantidades mais elevadas de leite do que as necessárias para fazer um iogurte natural. A proteína utilizada é a caseína (não a do soro do leite, como noutro iogurte) que, por ser uma proteína de alto valor biológico (que contém todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais para atender às necessidades orgânicas) e de origem animal, tem mais aminoácidos essenciais, digere-se melhor e é absorvida mais facilmente. Ao promover elevados níveis de saciedade, é uma mais-valia para pessoas com maior apetite.

É recomendável para as crianças?

A Deco recomenda às crianças o iogurte natural comum, porque apresenta valores energéticos baixos como os do skyr, com a vantagem de ter uma repartição de macronutrientes mais equilibrada.

O iogurte skyr é opção apenas se a criança tiver dificuldades em ingerir carne ou se recusar comer peixe (2 a 3 iogurtes skyr por dia atingem os 20 a 30 gramas diários de proteína recomendados às crianças).

É indicado para todos os desportistas?

Por ser rico em proteínas e pobre em gordura e açúcar, o iogurte skyr tem sido muito divulgado em blogues e sites associados ao desporto. No entanto, a sua ingestão depende do tipo de treino e desporto praticado. No caso da corrida ou do ciclismo (em que o objetivo é a recuperação muscular), do bodybuilding ou do crossfit (em que se procura aumentar a massa muscular), o consumo de skyr pode ter um papel relevante, pois a caseína é de digestão mais lenta do que o soro de leite. Se o exercício for moderado e de impacto razoável, não será necessário o aumento do consumo de proteínas.

Benefícios

  • Nas quantidades adequadas, as proteínas são indispensáveis para o nosso organismo, porque contribuem para a formação dos músculos e para o bom funcionamento do corpo.
  • Numa dieta alimentar equilibrada e baseada nas porções da roda dos alimentos, recomenda-se que cerca de 10 a 15% do valor calórico total seja de origem proteica (50% de origem vegetal e 50% de origem animal).
  • Um adulto precisa de 0,83 gramas de proteína por quilo de peso corporal, ou seja, um adulto de 70 kg precisa de 58 gramas de proteína por dia.
  • As crianças com mais de 6 meses precisam, por dia, de uma quantidade de proteína de 0,66 gramas por quilo. No caso dos adolescentes entre os 14 e os 18 anos, o consumo deve ser de 52 gramas de proteína por dia para os rapazes e 51 gramas para as raparigas.
  • As proteínas animais têm um alto valor biológico (carnes, aves, peixes, ovos e lacticínios).
  • Nos vegetais, cereais e frutos secos encontramos proteínas de baixo valor biológico, pois não possuem alguns aminoácidos essenciais.

Riscos

  • O défice prolongado de proteína provoca perda de massa muscular, acumulação de líquidos e problemas ao nível do sistema imunitário.
  • O excesso de proteína pode afetar os rins e o fígado ou favorecer o aparecimento da osteoporose.