Três mil milhões de pessoas baseiam a sua alimentação neste alimento. É um produto acessível, energético e pode ser combinado com inúmeros ingredientes. Mas será que é mesmo tão saudável e completo?

O que contém

- Os nutrientes que mais se destacam no arroz são os hidratos de carbono, uma boa fonte de energia

- É um alimento pobre em gordura

- As proteínas que contém são de baixo valor biológico (o arroz tem pouca lisina, um aminoácido que está na base de várias proteínas)

- A maior parte dos seus minerais (cálcio, ferro e magnésio) e a sua fibra concentram-se no gérmen e no farelo, pelo que se recomenda o arroz integral, mais completo do que o refinado

- Contém vitaminas B1, B2 e B3

As variedades

Existem até 8.000 tipos diferentes de arroz, mas todos eles se enquadram em dois grupos básicos, de acordo com a dimensão dos bagos: grão curto e grão longo.

As variedades mais consumidas em Portugal são o carolino (de grão curto e arredondado) e o agulha (de grão longo e fino). No entanto, os arrozes exóticos têm cada vez mais adeptos, como é o caso do basmati, de origem indiana (grão longo, fino e aromático) e das variedades especiais para risotto (arborio, carnolli e vialone).

O sucesso de uma receita pode depender da escolha adequada da variedade de arroz. Por exemplo, o arroz de grão longo coze mais depressa e fica mais solto, sendo o mais indicado para guarnições e saladas.

Já o arroz de grão curto, por ser mais rico em amido, tem tendência para colar durante a cozedura, o que lhe dá a consistência ideal para pratos da cozinha tradicional portuguesa, como arroz de marisco, arroz de grelos e sobremesas como o arroz doce.

O arroz integral

O arroz integral não tem casca, mas tem farelo. É parcialmente elaborado para evitar muitas horas de cocção. Pode dizer-se que é um arroz descascado mas que não é polido.

Este aspecto é muito importante, porque enquanto 100 g de arroz integral cru têm 0,90 g de fibra, a mesma quantidade de arroz refinado só contém 0,10 g. E, se estivermos a falar de vitaminas e minerais, a concentração pode triplicar.


Tempo de cozedura

O arroz de grão arredondado tem um tempo de cocção de 18 a 20 minutos. O de grão longo, cerca de 15 minutos. O integral precisa de 35 a 40 minutos para cozer, apesar de este tempo poder ser reduzido se o deixar de molho durante a noite.

Quantidade de água

A maioria dos arrozes requerem, pelo menos, o dobro do volume de água.

Quantidade ideal

Pode comer arroz duas a três vezes por semana. De preferência, deve cozinhá-lo sem  acrescentar mais que uma colher de azeite por comensal, se não se quiser aumentar o seu conteúdo calórico.

Convém não esquecer que pode ser acompanhado de outros ingredientes, como carnes, peixes e molhos que completam o valor proteico do arroz, mas que também podem subir consideravelmente o conteúdo calórico da receita em questão.

Benefícios

O elevado índice glicémico do arroz é benéfico para pessoas com esgotamento ou anemia. Além disso, o arroz é também um bom aliado de dietas adstringentes e antidiarreia.

É adequado para dietas moles e de fácil mastigação, bem como para proteger o estômago, quer sozinho quer adicionado a sopas.

O seu consumo deve, no entanto, ser moderado e conjugado com alimentos como cenoura, frango e peixe, fiambre, banana e maçã.

Nestes casos, é importante, ainda, não esquecer uma boa hidratação e evitar alimentos ricos em fibra, enchidos, gorduras ou café.

Quando não se deve consumir

Embora a ingestão de arroz dentro de uma alimentação equilibrada não apresente qualquer tipo de problema, o consumo excessivo pode prejudicar pessoas com prisão de ventre, sobretudo se o arroz não for integral.

Os diabéticos também devem ingeri-lo com precaução pelo seu elevado conteúdo de hidratos de carbono e por se tratar de um cereal com um índice glicémico elevado.