Antes de chegarmos à receita doméstica do iogurte caseiro que dispensa iogurteira e afins e que faz com os dois únicos ingredientes que, de facto, pede o iogurte, olhemos para a versatilidade deste alimento milenar. Adapta-se a todas as etapas do dia, do pequeno-almoço, aos lanches e refeições principais. E, isto, sem ter de pôr a imaginação culinária em bicos dos pés. Veja-se, por exemplo, esta Salada de camarão com molho de matcha e iogurte.

Acresce que, além de nos fornecer proteínas, cálcio, vitaminas e sais minerais, o iogurte é um alimento probiótico. As bactérias lácticas que contém, promovem o equilíbrio da flora intestinal evitando a proliferação de bactérias patogénicas e impedindo a obstipação, colites, flatulência e gastroenterite, como nos esclarece, aqui, a engenheira alimentar Maria Rebelo.

Se vai comprar o iogurte, saiba escolhê-lo

Antes de comprar o iogurte, compare

A legislação define iogurte: “produto coagulado, obtido por fermentação láctica devido à ação exclusiva de bactérias Lactobacillus bulgaricus sobre o leite e produtos lácteos”.

Muitos produtos lácteos cabem nesta definição. Simplificando:

Quanto à composição - Natural (sem adição de açucares); Açucarado (ex. com sacarose); Aromatizado (adição de aromáticos/aditivos alimentares ou iogurte com pedaços de fruta).

Quanto ao tipo - Sólido ou Batido ou Líquido.

Quanto à Matéria Gorda - Gordo, meio gordo ou magro.

Encontra, ainda, denominações como “Cremoso”, “Grego”, “Skyr”, “Com doce de frutas”. Reja-se, contudo pela composição, tipo e matéria gorda. Quanto menos ingredientes no rótulo, melhor.

 

Se ainda não se aventura na produção de iogurte doméstico, saiba “separar o trigo do joio”. Ao compararmos o rótulo de um iogurte natural com um de um iogurte com pedaços, encontramos no segundo vários ingredientes que não estão no iogurte natural. Se fizermos a comparação do iogurte natural com o parente cremoso, a diferença é ainda maior (ver caixa).

Entre as razões para estas diferenças, sublinhe-se a que dita o mercado e os gostos dos consumidores. Dado o iogurte ser um produto que resulta de uma fermentação que o torna ligeiramente ácido, a indústria alimentar cria produtos que contém aditivos/ingredientes alimentares que lhes dão cor, estrutura e sabor. Grosso modo, acresce o preço, mas também o número de calorias.

Natural é bom e pode juntar-lhe sabor

Acrescer sabor ao nosso iogurte doméstico é tão simples quanto juntar-lhe, por exemplo, uma colher de sobremesa (ou menos) de doce de abóbora, de pera, ou outro à sua escolha, como nos conta, aqui, Joana Andrade Nunes, do blogue “Camomila Limão”. Uma adição de sabor ao iogurte natural que não excluí, por exemplo, pedaços de fruta seca ou desidratada, de fruta fresca, de chocolate picado ou mesmo bolachas (para os mais gulosos).

Já que por estes dias estamos em casa, que se lance mão do potencial para produzirmos estes iogurtes naturais. Neste caso, uma proposta do chefe de cozinha Rui Ribeiro, que nos sugere iogurtes caseiros que não nos gastam eletricidade.

Bem vistas as coisas, esta história de iogurtes naturais caseiros tem pernas para andar e com pitadas de criatividade. Aquela que dois empreendedores, o Miguel e a Ana, tiveram quando criaram a sua iogurteira 100% portuguesa, de cortiça e têxteis nacionais, transportável e que dispensa a eletricidade para produzir uma prole inesgotável de iogurtes.

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