É ao agave-azul, planta nativa das regiões mais secas do México, que este país da América Central deve a sua famosíssima Tequila, bebida destilada. É com esta que o mundo bebe a Margarita, um clássico entre os cocktails; uma  mistura de Tequila, licor de laranja (Cointreau) e sumo de lima.

Uma bebida com a história do seu nascimento embrenhada na elegância das divas norte-americanas dos territórios da Sétima Arte e que, em meados do século XX, demandavam o México, ávidas por exotismo tropical.

Margarita Sames era uma atriz norte-americana, famosa na década de 1940. Possuía casa em Acapulco, celebradíssima estância turística mexicana. Num dos muitos serões que organizava no seu refúgio tropical, Margarita foi desafiada a criar um cocktail. Misturou então, de improviso, licor de laranja, tequila e sumo de limão. A rematar, bordejou o copo com sal e sumo de limão. Escusado será acrescentar, neste caso, o porquê do nome da bebida que conheceria a posteridade.

Não há cocktail que se preze que não seja apadrinhado por mais de uma história. O mesmo se passa com este Margarita e, uma vez mais, chamando para o enredo outra atriz das terras do Tio Sam. Se lhe dissermos que um barman de Tijuana, também no México, terá criado um cocktail para a menina Margarita Carmen Casin, talvez não lhe cole nenhuma figura de proa da Sétima Arte. Mas, se acrescentarmos à história o pseudónimo da dita Margarita, cresce na dimensão a narrativa. A ilustre desconhecida era Rita Hayworth e, o cocktail, uma homenagem a uma das divãs do cinema.

Acrescentando uns pozinhos a estas histórias fundadoras, há uma versão sobre o nascimento da Margarita. Estamos, novamente, na década de 40 do século XX. Desta feita, na Baixa Califórnia e no bar Rosarita Beach, frequentado por estrelas do grande ecrã como Katherine Hepburn, Ava Gardener e Marjorie King a quem o barman acabaria por dedicar um cocktail que criara com a bebida mexicana, a tequila. O cocktail? Margarita, como se depreende.

Três histórias que, independentemente da veracidade, contribuem na adição de pontos ao carisma deste velhinho e intemporal cocktail.

Importante, use uma boa Tequila, 100% agave, a seiva destilada de uma planta nativa da região. Não dispense o Cointreau¸um licor de laranja produzido em França (em alternativa use o tradicional Triple Sec). Não vai poder dispensar o sumo de limão espremido no momento, sal grosso e gelo.

Como produzir, então, a sua Margarita?

Como copo, vai usar uma taça de vidro.

Preparar o bordo de sal na taça: Num prato raso, espalhe uma dose generosa de sal grosso.

Entretanto, usando uma rodela de limão cortada em meia-lua, humedeça o bordo da taça. Ainda húmida, encoste o bordo do copo (ligeiramente) no sal grosso para que lhe fique colado. Gire lentamente o bordo sobre o sal e, dispense, o excesso. Evite que cais sal dentro da taça. Está completo o primeiro passo.

Momento seguinte, a mistura. Num copo misturador de cocktails (xxx) adicione cubos de gelo, até 2/3 da altura do copo, três copinhos de licor de Tequila, dois copinhos de licor de Cointreau, ou Triple Sec e um copinho de licor de sumo de lima.

Como vê, a proporção entre Tequila, Cointreau e sumo de lima é decrescente (3:2:1). Pode usar outras proporções, ao encontro dos apetites do seu palato. Menos Tequila e mais Cointreau, por exemplo (1:2:1), ou o inverso (3:1:1). Há quem goste de somar aos ingredientes um pouco de molho Tabasco, mas é opcional.

Agite generosamente por alguns segundos e, finalmente, chegado o momento de servir, verta na taça acrescentando o gelo no final. Decore o bordo da taça com meia-lua de lima.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.