O primeiro passo, segundo a designer, está sendo dado com a exposição “Revolta”, patente desde 30 Novembro, neste novo espaço, na Rua António Aurélio Gonçalves, que reúne sete criativos nacionais, que “têm estado a ousar”.

“A nossa ideia é, de alguma maneira, revolucionar a audiência, não é a revolta dos designers, nada disso. Queremos despertar alguma coisa na nossa audiência e, principalmente, passar a mensagem”, explicou Anayka Bettencourt, que partilha este projecto com Stephanie Silva.

Sendo assim, conforme a mesma fonte, querem mostrar o que está a ser feito em Cabo Verde e qual o processo do design da actualidade.

“Não é só um desenho bonito, não é só estética, existe uma razão, um problema para solucionar”, asseverou, adiantando ser tudo isso que tentaram mostrar no pequeno espaço e com peças das duas promotoras, mas também David Leone, Mirte da Graça e Jandira Silva, Paulo Ingebritsen e Zurc, inspiradas no surrealismo.

Um mesmo sentido, que a Zungueira Design, di-lo Anayka Bettencourt, está a caminhar, com a intenção de brevemente vender produtos de designers nacionais, apostando em “produtos do dia-a-dia e em peças únicas”.

“A ideia é ter um espaço, onde possamos ter produtos nacionais com design, estética, com a mensagem e que vai estar ao acesso de todos”, disse a mesma fonte, acrescentando que a Zungueira quer dar corpo a muita coisa que tem no papel, mas também dar espaço a outros designers.

Por outro lado, ajuntou, tem como uma das principais intenções a “provocação”, que se mostra reflectida na primeira imagem à porta da exposição, uma cabra colorida, que, asseverou, mostra um produto de Cabo Verde, mas que também não desiste.

A colega Stephanie Silva vai nesta mesma linha e apresenta uma t-shirt unissexo, a “Djenda”, acompanhada de uma série de fotografias, em forma de puzzle com um casal, em que não se consegue decifrar se são homens ou mulheres.

Uma peça que, segundo a mesma fonte, mostra “não existir barreiras para o género”, mas, também, que “o design abrange muito mais que o gráfico, mas sim, várias áreas”.

“Ainda sentimos uma certa informação sobre a área em si, mas é para isso que estamos aqui”, sublinhou Stephanie Silva.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.