O evento, que, conforme Sniper informou à Inforpress, está sendo organizado com o colega Kelvin Andrade, também conhecido por Blade, pretende mostrar “algo diferente” em Cabo Verde.
“No continente africano existem alguns povos que fazem pinturas corporais, mas em Cabo Verde não é costume. Então é esta arte que eu quero mostrar”, explicou o jovem, que desde cedo disse ter mostrado aptidão para o desenho, que foi aprimorando ao longo do tempo.
Revelando-se um “auto-didacta”, Sniper salientou que faz graffiti nas paredes desde o secundário, e que aprendeu nos vídeos que chegavam dos Estados Unidos da América e que hoje já o levaram até ao festival internacional de graffiti realizado, em 2018, no Norte de Baía.
“Sempre tive paixão pela arte do hip hop e o graffiti é uma das facetas que eu mais gosto”, lançou, acrescentando que foi durante o curso de Design de Comunicação, que concluiu no ano passado na Escola Internacional de Arte do Mindelo (M-EIA), que surgiu a ideia de começar a “graffitar” em corpos humanos, no caso femininos.
“Surgiu através de vídeo, trabalho de curso, que fiz e depois pensei, porque não tentar”, disse, referindo-se a esta tentativa, que também tornou-se realidade em 2018 e agora transforma-se em desfile.
O evento, que está marcado para a noite de hoje, no Centro Cultural do Mindelo, recebe o nome de “Criola Exotic” e conta com a participação de oitos modelos, que vão apresentar os trabalhos de Sniper.
Além das pinturas corporais, este certame terá ainda actuação do rapper mindelense Revan Almeida e com a presentação do actor e comediante Ricardo Fidalga.
Entretanto, segundo Sniper, estão a fazer contactos para levar o projecto a outras ilhas e a Portugal.
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