Herdou a vocação para o artesanato da mãe. Filha de uma costureira, Sandra Borges nasceu e cresceu no meio de rendas e bordados.  Recentemente, transformou um hobby em negócio. Assim nasceu a marca “Raskoa CV”.

“Desde pequena que me interesso pela área de artesanato. Cresci numa família ligada aos bordados. A minha mãe fazia rendas e bordados e desde pequena aprendi a bordar. Mais tarde, com as minhas amigas passamos a costurar as nossas roupas para as festas de carnaval”, recorda a jovem que é Engenheira Alimentar de formação e trabalha no setor público.

Em finais do mês de fevereiro deste ano, a praiense de 31 anos criou uma marca de acessórios e  brincos em tecido africano,  intitulada “Raskoa CV”.

“A Raskoa CV surgiu porque sempre gostei de trabalhos manuais, de costurar e de fazer brindes para festas. Recentemente, tive que escolher entre os meus hobbies e transformar um num negócio. Comecei pelos brincos”, diz.

A escolha do nome da marca foi a parte mais complicada. “Primeiramente, queria colocar um nome relacionado com o meu filho Luca. Escolhi L-Store, mas, ao conversar com alguns amigos, cheguei à conclusão de que o nome não identificava o que pretendia vender. Acabei por escolher Raskoa, que quer dizer bonito no interior de Santiago”, explica.

A venda é feita nas redes sociais via a página no Facebook  e no Intagram onde também vende acessórios de outras marcas. “Sou representante das marcas Saúda Acessórios Afro (Brasil) e MelAfroMel (Portugal) em Cabo Verde”.

Os preços dos produtos da Raskoa CV variam dos 100$00, que é preço de uns brincos pequenos em tecido africano, até aos 600$00. Já os da marca portuguesa “Melafromel” vão dos 500 aos 1200 escudos e os da marca brasileira “Sauda Afro” vão dos 900$00 aos 1200$00.

Segundo a empreendedora, o feedback dos clientes tem sido positivo. “A Saúda Acessórios Afro e da MelAfroMel já têm um nome no mercado, então é mais fácil revender os seus produtos no país. Os da Raskoa CV também têm tido boa aceitação”. Sandra Borges diz que tem clientes em todas as ilhas do país, bem como em Portugal e nos EUA.

No que tange à matéria-prima, a praiense diz que é difícil encontrar produtos inoxidáveis e antialérgicos no país. “Recentemente, comprei alguns materiais nos EUA e em Portugal e estou à espera de recebê-los”.

Questionada sobre como vê o mercado cabo-verdiano na área do artesanato, Sandra Borges diz que, apesar de existir muita produção nesta área, o país tem ainda bastante mercado e público.

Num futuro próximo, a praiense pretende lançar uma linha de roupa em tecido africano, mas com um conceito inovador por detrás, segundo a jovem. “É fácil de copiar, mas queremos lançar uma nova linha de roupa e começar a fazer acessórios para crianças/bebés, nomeadamente, porta chuchas e babetes em tecido africano. Pretendemos também fazer outros acessórios para adultos, como pulseiras e colares”.

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