A top model angolana Maria Borges aproveitou uma brecha na sua agenda para visitar Cabo Verde pela primeira vez. A jovem esteve nas ilhas do Fogo, onde participou no evento Cabo Verde Triangle Trail, e Santiago, onde aproveitou para assinalar o seu 27º aniversário. A jovem, que já desfilou para várias marcas famosas como a Versace, Dior e Victoria’s Secrets, revelou ao SAPO já tinha sido convidada por algumas das suas amigas cabo-verdianas para vir conhecer o arquipélago, mas que estava à procura de uma brecha na sua agenda.

“Sempre amei Cabo Verde de longe. Este ano, o meu marido (Perikles Mandinga) foi convidado para participar no Cabo Verde Triangle Trail, na ilha do Fogo, e como iria coincidir com a data do meu aniversário, juntou-se o útil ao agradável. Tive o prazer de conhecer a ilha e subir o vulcão. Foi cansativo, mas uma experiência única na vida”.

Uma referência em África

Maria Borges é uma das modelos africanas mais requisitadas pelas marcas internacionais, tendo sido a primeira modelo negra com cabelo afro curto num desfile da marca de lingerie Victoria’s Secret.

Diz que chegar até aqui foi um “trabalho muito árduo”. “Foi um milagre fazer sucesso na carreira de modelo, visto que no meu país (Angola) a moda ainda não é considerada como trabalho sério e o mercado é pequeno. Mas tendo a oportunidade de ir para a Europa e os Estados Unidos da América, pude triunfar e mostrar o potencial como modelo africana. E o mundo vê agora o meu sucesso. Todo o trabalho durante esses 7 anos valeu a pena e hoje sou uma das melhores, senão a melhor modelo em África. Estou muito feliz por isso”.

A revista Jeune Afrique elegeu a modelo como uma das 50 personalidades mais influentes do continente africano. Questionada sobre se sente que é uma grande responsabilidade, Maria Borges não hesita em responder que sim.

“É um estatuto muito grande e a responsabilidade é enorme, sem contar que este reconhecimento vem do impacto internacional. Só espero continuar a ser uma referência no continente e a inspirar mais jovens mulheres”.

Investir em África

Maria Borges revelou ao SAPO que agora está mais virada para o mundo empresarial e pretende investir mais no continente africano. “Estou financeiramente bem, ajudo a minha família e tenho os meus projetos fora da moda. Consegui contractos milionários com marcas de renome como a L’Oreal e hoje sou uma das modelos mais bem pagas. Penso que vou usufruir do meu dinheiro e investir”.

Há seis anos abriu a sua agência de modelos “Estrelas de Maria Borges” em Angola. “Este ano selecionamos quinze talentos e aos poucos vamos expandir o mercado da moda em África”.
Questionado sobre como vê a moda no continente africano, a modelo diz que precisa ser “desenvolvida e valorizada”. “A nossa cultura tem inspirado muitos criadores internacionais”.De acordo com a top model angolana, no continente há alguns países que já estão a ter mais impacto na moda como é o caso da África do Sul e da Nigéria. No que tange a Angola e Cabo Verde, Maria Borges diz que ambos entendem de moda, mas falta apostarem no setor. “Temos que unir as forças e trabalhar juntos. Só assim é que vamos longe”.

Aos jovens que sonham seguir os seus passos, a top model aconselha a agarrarem as oportunidades e não desistirem. “Aconselho a serem educados, a conhecerem o mercado e sempre olhar para trás para ajudar o país de origem”.

Uma mulher mais madura

A modelo angolana completou no dia 28 de outubro 27 anos e a jovem diz que ainda tem muitas coisas por fazer. “É apenas uma trajetória e penso que daqui para frente a responsabilidade é maior. Quero construir a minha família antes dos 30 anos e apostar nos meus negócios. Estou feliz, satisfeita e grata pela oportunidade que a vida está a proporcionar-me. Há mais maturidade, mas só vou sentir-me realizada quando chegar na final da minha trajetória”.

No que se refere às ambições para o futuro, a modelo diz que quer aperfeiçoar mais na área do empreendedorismo e escrever três livros inspirados na sua trajetória. “Vou começar com um livro infantil onde vou contar a minha história como um conto de fadas. De seguida, uma biografia e, por último, uma obra sobre a minha carreira de modelo”.

Maria Borges
Modelo angolana créditos: Aline Oliveira

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