Em declarações à Inforpress, Djamila Pereira, que reside há nove anos em Portugal, disse que no momento está a trabalhar na divulgação nas redes sociais, apontando a chegada às passarelas lusas, e estabelecer a marca em  Cabo Verde e Angola como objetivos.

A marca “Africanitas”, que tem como base os padrões africanos e “Pano de Terra”, segundo a estilistas, é fruto das suas “vivências e paragens”, que passaram por Cabo Verde, onde nasceu, Brasil, onde estudou, Angola, onde viveu e Portugal, onde reside há sete anos.

“Estas paragens me deram também inspirações e cores. Mas o pano de terra de Cabo Verde sempre chamou a minha atenção, as cores dos tecidos africanos com os seus padrões lindíssimos, a nossa gente africana com o cabelo natural, em um dado momento, falou mais alto e fez vir ao de cima as "Africanitas”, explicou.

“Africanistas”, explicou, são “t-shirts com silhuetas africanas, cabelo afro com uma tiara ou turbantes, sempre usando padrões africanos, adaptadas à preferência dos usuários.

“A criação é o momento mais divertido e intenso, pois, depois de pronta as peças, uso estes padrões africanos para criar destaques, que podem ser um “Africanita” ou “Africanito”, esclareceu a também arquitecta.

As peças, avançou Djamila Pereira, que são feitas à mão, “trabalhadas uma a uma”, podem ser usadas tanto de forma formal, com umas calças em tecido e um “blazer”, como informal, para um passeio.

“Além das t-shirts, estou a trabalhar na moda praia e de ginástica rítmica, onde faço crochê e tecidos de lycra com padrões africanos para os confecionar. Ainda está a dar os primeiros passos, mas já tem confiança no andar”, acrescentou.

“São peças obrigatórias no nosso guarda-roupa, básicas e versáteis. Creio que toda a mulher deveria ser uma 'Africanita'. O meu objetivo é oferecer um produto colorido, criativo e com pormenores, não esquecendo a qualidade”, indicou.

O gosto pela arte, disse que surgiu ainda criança no ciclo preparatório, atual 5° e 6° ano, com os meus professores Sá Nogueira e Edite Ramos, bem como em casa com a mãe, Margarida Moreira.

“É a minha maior fonte de inspiração, ensinou-me muita coisa, deixou-me sempre à vontade para criar”, recordou Djamila Pereira, que é filha do conceituado historiador cabo-verdiano, Daniel Pereira.

Djamila Pereira é formada em Arquitectura pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (Brasil) e pós-graduada em Design de Interiores, na Escola Superior de Belas Artes em Lisboa, Portugal.

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