Desenvolver a maior biblioteca de fotografias do mundo, criada por mulheres e indivíduos não-binários, para quebrar os estereótipos de beleza e dar a conhecer as mulheres tal como são e não como a sociedade as estereotipa. Foi este o objetivo traçado pela Dove com o #MostremNos: um projeto desenvolvido em parceria com a Getty Images, Girlgaze e diferentes mulheres, e que pretende ajudar a própria indústria a libertar e redefinir a forma como as mulheres são representadas nas imagens que vemos à nossa volta todos os dias.

Consciente da forma como estas limitações, exclusões e estereótipos podem afetar a sua saúde, relações e oportunidades de vida, esta biblioteca — que reúne mais de 5.000 imagens que estão agora disponíveis para os meios de comunicação e de publicidade verem e utilizarem nos próximos projetos e campanhas — pretende, desta forma, estabelecer um novo padrão de autenticidade, diverso, inclusivo e representativo do universo feminino.

Porquê agora?

70% das mulheres ainda não se sente representada nos meios de comunicação e na publicidade. Com base nesta premissa, a mudança para uma definição mais ampla de beleza nunca foi tão urgente. Este que é um dos maiores estudos globais revela que 67% das mulheres pede que as marcas se mobilizem e que comecem a assumir responsabilidade pelas imagens que utilizam.

"Entendemos o impacto que as imagens irreais de beleza podem ter na confiança do corpo feminino e na consequente capacidade de atingir o seu pleno potencial. Ao longo dos últimos 60 anos, temos vindo a libertar as mulheres de ideais de beleza redutoes e temos mostrado diversos tipos na nossa publicidade. No entanto, isso não é suficiente, e não podemos fazer a mudança que queremos e precisamos sozinhos”, diz Sophie Galvani, Vice-Presidente Global da marca sobre este projeto que demorou um ano a ser construído.

Na Getty Images, o termo de pesquisa “pessoas reais” aumentou 192% em relação ao ano passado, “mulheres diversas” 168% e “mulheres fortes” 187%, evidenciando o aumento da procura por uma representação mais realista das mulheres e da beleza. O aumento de 202% do termo de pesquisa “mulheres líderes” revela ainda uma enorme necessidade de representar mulheres em papéis mais progressistas e de maior força.

“Várias décadas de pesquisas científicas mostram que a exposição a tais imagens tem um impacto negativo na sua confiança corporal e na sua capacidade de acreditar naquilo que são capazes. Além disso, quando as mulheres experimentam a insatisfação corporal, experimentam também consequências negativas em áreas-chave das suas vidas, incluindo a saúde e bem-estar, relacionamentos, aspirações de educação e ambiente de trabalho”, afirma a professora Phillippa Diedrichs, especialista em imagem corporal do Centro de Pesquisas de Aparência da Universidade de West of England.

As mulheres desejam que os meios de comunicação e a publicidade as retratem melhor, apresentando diferentes características físicas. Assim o indica dois terços (66%) das inquiridas, que considera que existe uma representação limitada de formas e tamanhos corporais, e 64%, que afirma que não considera representadas diferentes características físicas, como cicatrizes, sardas e condições de pele.

O constante bombardeamento de estereótipos de beleza leva a que sete em cada dez mulheres se sintam pressionadas para alcançar um padrão irrealista de beleza, contribuindo para o aumento de ansiedade em relação à aparência.

O facto de as mulheres se sentirem expostas a uma conceito de beleza pouco alcançável, faz com que se sintam piores em relação a si mesmas, tendo um impacto na sua vida diária – 30% são menos assertivas, 49% não vestem as roupas que querem, e 37% não expressam a sua verdadeira identidade.

“O projeto #MostremNos irá quebrar os clichês visuais numa escala sem precedentes, e convidamos todos os meios de comunicação e meios de publicidade a juntarem-se ao movimento”, concluiu Rebecca Swift, Diretora de Creative Insights da Getty Images.

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