Foi o próprio Trump quem anunciou, na sexta-feira, as novas diretrizes federais recomendando que os americanos usem coberturas faciais em público, para ajudar a combater a propagação do novo coronavírus.

O Centro para Controlo e Prevenção de Doenças recomendou a toda a população americana que cubra os rostos em público, com máscaras artesanais, lenços ou trapos, por forma também a reservar as máscaras médicas aos profissionais de saúde, pois a escassez deste material assim o exige.

Durante o habitual briefing na Casa Branca, Trump revelou as novas diretrizes, mas avisou que ele próprio não as vai seguir. “Escolhi não o fazer, mas vocês podem fazê-lo”, afirmou o presidente americano.

A nova orientação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças incentiva as pessoas, especialmente em áreas afetadas pela disseminação do coronavírus, a usar coberturas rudimentares como camisas, bandanas e máscaras não médicas para cobrir o rosto quando estão ao ar livre.

O diretor do Instituto de Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, membro do grupo de trabalho da Casa Branca sobre o coronavírus e que todos os dias fala à distância com o presidente Trump, reconheceu hoje que “o vírus pode realmente ser transmitido quando as pessoas estão apenas a conversar, e não unicamente quando espirram ou tossem”.

Esta transmissão aérea permitiria uma explicação há muito procurada para alta contagiosidade do vírus responsável pela pandemia do Covid-19, quando surgem indícios de que pessoas infetadas, mas sem sintomas, são responsáveis por cerca de 1/4 de todos os cidadãos infetados, sendo por isso responsáveis involuntariamente por grande parte dos contágios.

Os Estados Unidos continuam a ser o país com o maior número de casos confirmados, com 261.438 infeções registadas oficialmente, incluindo 6.699 mortes e 9.428 curas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 57 mil.

Dos casos de infeção, mais de 205 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com cerca de 587 mil infetados e quase 42 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, 14.681 óbitos em 119.827 casos confirmados até hoje.

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