Não são o tão aguardado primogénito, nem o bebé da família. As crianças do meio tendem a perder-se na confusão dos irmãos. Muitas vezes, para chamar a atenção, o seu comportamento pode variar entre extremos – ora rebeldes, ora uns ‘santos’. O site familiar Parents.com ouviu diversos especialistas e fez uma lista de conselhos para facilitar a vida aos pais e a estas crianças.

Tranquilize a criança. “Para neutralizar a atenção que dá ao seu primogénito, o filho do meio precisa de se sentir amado e aceite como é – com defeitos incluídos”, defendem Cliff Isaacson e Kris Radish no livro The Birth Order Effect. Se a criança cometer um erro, deve salientar que o seu castigo não está de forma alguma associado ao comportamento dos irmãos e lembrar que essa punição nada tem a ver com o amor que sente por ele. Explicar a razão do castigo é especialmente importante no caso dos filhos do meio que, por si só, já se sentem algo perdidos na família, observam os autores.

Dê-lhe atenção. As crianças do meio podem ser um tanto ou quanto rebeldes para chamar a atenção. “É por isso que algumas pintam o cabelo de roxo ou tornam-se fanáticas a jogar xadrez ou a tocar guitarra – precisam de uma identidade própria”, diz Meri Wallace, terapeuta familiar e autora de Birth Order Blues. Uma maneira de evitar esse tipo de comportamento é dar atenção suficiente à criança para que não sinta a necessidade de provocar reações. “Elogiar as suas inacreditáveis ​​pinturas pode ser a solução para ele parar de desenhar nas paredes da sala”, defende a especialista.

Seja o juíz. Ser filho do meio pode tornar a criança mais suave. Esmagada entre dois irmãos, ela pode assumir o papel de pacificadora. “Como odeiam a raiva associada ao conflito, estes miúdos tendem a usar a lógica para resolver guerras”, escrevem Isaacson e Radish. Mas não deixe que ele faça de árbitro o tempo todo: “Quando as brigas ficarem feias, intervenha. O papel de juiz é seu, não do seu filho do meio.

Sintonize-se com a criança, aconselha Wallace. À mesa, pergunte-lhe como correu o dia e marque uma data para lancharem juntos, sozinhos, uma vez por semana. “Ao dedicar-se em exclusivo a este filho, está a garantir que ele é tão importante como os irmãos”, conclui a especialista.

Faça das conquistas dele uma festa. Depois de ter vivido com grande excitação os feitos e os momentos importantes do primeiro filho, é natural que não se entusiasme tanto com o primeiro dia na escola ou a primeira festa de Natal do seu filho do meio. Contrarie essa apatia. Reconheça as conquistas da criança como grandes feitos.

Incentive as diferenças. Se o irmão mais velho for bom em desporto, é possível que essa área se torne uma fonte de competição pouco saudável entre ambos, gerador de sentimentos de animosidade e inferioridade. “Em vez disso, incentive o seu filho do meio a encontrar o seu próprio caminho em termos escolares, desportivos ou artísticos”, aconselha Meri Wallace.

Mantenha uma comunicação fluída. “Fale com ele sobre o que sente”, sugere Wallace. “Diga: Temos de cuidar do bebé e o teu irmão mais velho está a estudar para os exames, mas se achas que te estamos a dar pouca atenção, fala connosco”.

Dê-lhe um presente. De vez em quando, faz bem. A criança pode ficar particularmente agradecida por receber algo que desejava, por exemplo um casaco ou uns ténis, já que costuma herdar as coisas do irmão mais velho. “Privilégios como ver um filme sem a interrupção dos irmãos também podem ajudá-lo a sentir-se especial”, esclarece Kevin Leman, autor de outro livro sobre este tema, The Birth Order Book: Why You Are the Way You Are.

Colecione memórias. “Certifique-se de que o álbum de família tem uma quantidade razoável de fotografias do seu filho do meio”, defende Leman. “Não deixe que ele ou ela passem a vida a contemplar vídeos dos primeiros passos do irmão e não tenham uma única imagem do seu primeiro dia na escola”.

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