Passe já uma rasteira à inveja

O desejo em obter habilidades, atributos, posses, etc... de determinada pessoa podem fazer despoletar sentimentos negativos, tais como ciúmes, raiva, tristeza, ódio, entre outros.

A inveja surge naturalmente e manifesta-se no quotidiano e nas relações humanas, a partir do momento em que se fazem comparações e não se avalia o próprio potencial. Pode ser positiva quando fixamos alguém como referência para sermos melhor ou negativa quando a baixa auto-estima e o complexo de inferioridade se sobrepõem. Estes sentimentos de frustração e inferioridade acabam por gerar revolta, corroem, são destrutivos, destroem o crescimento individual e bloqueiam qualquer potencial criativo. O ideal é que aprenda a lidar com a inveja e acabar de vez com ela. Não se esqueça que, se não for você, ninguém vai fazer por si!

Entenda o porquê e a causa
Reflita sobre o assunto... a maioria das vezes as pessoas têm sentimentos e têm a vida num turbilhão, mas não sabem sentar-se a pensar sobre o assunto. As questões devem ser colocadas e o motivo deverá surgir. Não obstante, reflita sobre o quão interfere na sua vida: o tempo que perde a pensar no assunto, o tempo que perde à procura de informações ou a vasculhar acerca da outra pessoa, o desgaste que obtém nos relacionamentos pessoais e/ ou profissionais porque está sempre a falar e a pensar e, por fim, o quão está a alimentar a sua própria negatividade e a bloquear-se a si mesmo.
Uma boa alternativa será escrever, ao pormenor, sobre aquilo que sente e o que sentiu no instante de determinado acontecimento: humor, sentimento, o que queria ter dito ou feito, etc... Outra maneira de se expressar é confidenciar com alguém próximo e que sabe que o vai ouvir sem julgar ou, num caso mais extremo, consultar um especialista para assim o poder ajudar a compreender o que está a sentir e, por conseguinte, a melhorar.

Use a inveja a seu favor
Conforme referido acima, o invejoso é muitas das vezes alguém com baixa auto-estima e, aliado a isto, com sentimentos de inadequação e daí a “necessidade” de se comparar ao outro. Não pode nem deve comparar a sua situação com a dos outros, nem ver os seus pontos negativos tendo por base os outros. Provavelmente está a julgar-se em demasia quando, na realidade, deveria ter uma mente mais aberta, ou seja, em vez de se questionar ou tomar como certo que 'isto' é melhor que 'aquilo', deve ser mais paciente consigo e não fazer determinados julgamentos. Se é esforçado em tudo o que faz a sua hora chegará, mas caso tenha a sensação que 'não sai da cepa torta', sente-se, avalie, defina prioridades e mude de rumo, se necessário. Não obstante, deve parar de tomar como garantidas as suas conquistas e passar a valorizar o que tem e conquistou. Concentre-se em si! É muito importante que tenha em atenção o seguinte: você só conhece a sua vida, a dos outros conhece versões!

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