"Uma vasectomia aos 29 anos foi a melhor coisa que fiz". O ponto de vista de Paul

Paul Pritchard é inglês, tem 29 anos e integra um movimento que está a crescer no Reino Unido: jovens que optam por ser esterilizados, porque têm a certeza de que não querem ter filhos.

Paul Pritchard é um dos jovens entrevistados pela BBC a propósito do movimento "Childfree", que significa "sem crianças" em tradução livre. "Desde os 18 anos que sei que não quero ter filhos. E, desde então, perguntava todos os anos ao meu médico sobre uma  possível vasectomia", começa por contar.

A vasectomia consiste num procedimento cirúrgico que interrompe o canal deferente, por onde transitam os espermatozoides, de maneira a impedir que o esperma se una ao fluido ejaculado durante o ato sexual. Se for bem feito, o procedimento é reversível, ainda que a longo prazo haja casos documentados de infertilidade.

"Mas o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido negou-me sempre o procedimento durante 11 anos, alegando que eu era jovem demais para tomar uma decisão que afetaria o resto da minha vida", recorda o jovem à referida estação de televisão britânica.

Aos 29 anos, teve luz verde para avançar com o procedimento.

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Segundo a BBC, no Reino Unido, há um número crescente de jovens que querem ser esterilizados. Em Portugal não há dados publicados sobre a vasectomia em idades precoces.

"Tenho diabetes tipo 1 e sofri de depressão. A minha mulher também tem doenças crónicas. Já passei por momentos terríveis devido à diabetes e depressão e os meus pais também sofreram muito por causa da minha doença. Não quero que o meu filho passe pelo mesmo", explica.

"Por outro lado eu sou uma espécie de parvalhão egoísta. Gosto do meu dinheiro, do meu tempo e de fazer o que eu quero", acrescenta, sem rodeios. "Simplesmente não quero gastar o meu tempo a criar uma criança. E felizmente, a minha esposa sente o mesmo", conclui.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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