Projetos do MAC 2014-2020 preparam livros de receitas cabo-verdianas de peixes e mariscos

Os projetos estão enquadrados no programa de cooperação territorial MAC 2014-2020 da UE.
créditos: Foto@Inforpress

Os projetos Macarofood e Mariscomac, apresentados hoje na cidade da Praia, estão a preparar dois livros de receitas tradicionais e criativas de pratos cabo-verdianos de peixes e mariscos com o objetivo de valorizar a gastronomia nacional.

Macarofood e Mariscomac são dois projetos de desenvolvimento de condições técnico-científicas, formação, transferência de tecnologia e conhecimento, visando fomentar a exploração e comercialização sustentável de mariscos na Macaronésia, no âmbito da cooperação territorial com os países da Macaronésia (MAC – 2014-2020) da União Europeia (UE).

“Portanto, os projetos vão atender os assuntos de interesse dos arquipélagos da Madeira, das Canárias e de Cabo Verde no tocante às pescas extrativas (peixes e mariscos), passando pela transformação, comercialização até chegar à restauração”, explicou o coordenador cientifico dos projetos, José António Gonzalez.

Em termos de produtos finais, José António Gonzalez adiantou que os projetos vão deixar dois grandes livros de receitas da cozinha cabo-verdiana.

“O Macarofood vai se centrar nas receitas criativas e inovadoras. Cozinha mais de vanguarda e mais de difusão e o Mariscomac vai se centrar nas receitas tradicionais de Cabo Verde”, disse adiantando que os dois livros, em formato digital e papel, além do modo de preparo, vão apresentar um bloco técnico de valorização das matérias primas, do valor nutricional e as informações de sustentabilidade das espécies.

Os projetos contam com as parcerias do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV), da Agência para o Desenvolvimento Empresarial e Inovação (ADEI) e da Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde.

O Macarofood e Mariscomac são dois projetos do apoio do reforço das Pequenas e Médias Empresas (PME) da fileira das pescas e estão orçados em cerca de um milhão e 100 mil euros, aproximadamente 121 milhões de escudos.

José António Gonzalez estima que aproximadamente 60 por cento do orçamento vai ser investido em Cabo Verde.

“Todos os navios e botes que vão fazer as provas de mar, as pescas e o desenvolvimento tecnológico, vão ser alugados em Cabo Verde e muitas empresas vão ser dinamizadas no setor das pescas extrativas, da transformação e dos eventos para promover o pescado e os mariscos”, explicou.

Os projetos, enquadrados no programa de cooperação territorial MAC 2014-2020 da UE, têm a duração de três de anos, devendo estar concluídos em 2019.

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