Professores de português querem mais autores africanos nos programas

Os professores de Português defendem maior presença dos autores africanos de língua portuguesa nos programas escolares e lamentam que Sophia de Mello Breyner esteja “muito esquecida”, questões que estarão em debate no congresso que hoje tem início.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação de Professores de Português (APP), admitiu que, entre os autores portugueses, Sophia de Mello Breyner está “muito esquecida” e que os escritores africanos têm também pouca expressão nos currículos.

“Não estão representados nos conteúdos obrigatórios do programa, aparecem só na área de projeto de leitura”, afirmou Edviges Antunes Ferreira, lamentando: “Não há mesmo uma área que contemple o estudo dessa literatura”.

O mote deste congresso é a “Língua e Literatura na Escola do Século XXI”, mas estarão também em debate as metas curriculares e a literacia na literatura infantojuvenil, como preparação para o século XXI, estando previsto um debate com Isabel Alçada, José Jorge Letria e Teresa Calçada.

O objetivo é abordar os temas numa perspetiva de cidadania, enquadrando-os igualmente no Perfil do Aluno para o Século XXI, um documento estratégico que o Ministério da Educação está a preparar e para o qual criou um grupo de trabalho e pediu a colaboração das associações de professores e sociedades científicas.

Para a presidente da APP, os programas já têm muita educação literária. O importante é “transmitir aos alunos toda a tradição” a este nível.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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