Maioria dos países executou medidas face ao envelhecimento da população

A maioria dos 56 países que integram a região UNECE (Comissão Económica das Nações Unidas para a Região Europa) executou medidas previstas no Plano de Ação Internacional de Madrid para o Envelhecimento 2012-2017, anunciou hoje a organização.
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“Os Estados-membros da UNECE permanecem empenhados na implementação” deste plano e da sua Estratégia (MIPAA/RIS) e “na adaptação das suas sociedades às implicações do envelhecimento populacional”, apontam as conclusões do relatório divulgado hoje na Conferência Internacional das Nações Unidas, que decorre até sexta-feira em Lisboa.

Na conferência, a chefe da Unidade da População da UNECE, Vitalija Gaucaite Wittich, afirmou que 80% dos estados-membros relataram a implementação da estratégia, o que demonstra que “os países levam realmente a sério este enquadramento internacional”.

O documento refere que os investimentos realizados para satisfazer “a crescente necessidade” de serviços de saúde, sociais e de cuidados de longa duração continuam a ser de particular importância na adaptação dos estados-membros ao envelhecimento da população.

“Muitos progressos foram realizados nos últimos cinco anos, mas o acesso à saúde e aos cuidados sociais continua a ser um desafio” face à crescente procura, em países como o Azerbaijão, Cazaquistão, Federação Russa e Ucrânia.

Discriminação, a violência e a negligência são um desafio

Para os países, é importante reforçar os serviços comunitários e de acolhimento que apoiem as pessoas idosas a viverem nas suas próprias casas e na comunidade o maior período de tempo possível.

O foco prioritário dos governos na região continua a ser a adoção das reformas necessárias para adaptar os mercados de trabalho, os sistemas de proteção social e da saúde e às implicações do envelhecimento populacional e garantir a sua sustentabilidade financeira face à crescente procura.

Também são preocupações para muitos países da região conseguir prevenir a pobreza, particularmente entre os grupos mais vulneráveis. A discriminação, a violência, o abuso e a negligência das pessoas idosas nas suas várias formas também continuam a ser um desafio significativo na região.

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