ICIEG prepara relatório que expõe ganhos, avanços e limitações no seio das mulheres no país

O Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), através da CEDAW, fez hoje o lançamento de um relatório que vai mostrar ao mundo os ganhos, avanços e limitações das mulheres em Cabo Verde.
créditos: Inforpress

O relatório periódico de implementação da Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) debruça sobre a situação da mulher em Cabo Verde e tem como objetivo conhecer os impedimentos que impossibilitam as mulheres de atingirem o seu potencial.

No seu discurso, na cerimónia de abertura do ateliê de apresentação do documento, a ministra da Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal, afiançou que este é o “momento importante”, pois, vai ser apresentado mais um relatório que mostra o progresso do país em relação às mulheres, bem como, refletir se Cabo Verde está ou não a dar respostas às recomendações no que tange a este setor.

A governante adiantou que no documento vão constar questões “relevantes”, que explicam até que ponto estão a ser respeitados os direitos das mulheres e ainda examinar a sua situação na política.

A situação da economia no país constitui outra questão abordada no relatório, que, no entender de Maritza Rosabal, é “desnecessário” falar da verdadeira autonomia das mulheres sem ter um sistema que lhes permita garantir a autonomia, acesso ao rendimento e segurança económica.

Por seu turno a presidente do ICIEG, Rosana Almeida, enalteceu as consultoras e apelou a um “forte engajamento” de todos os parceiros para que haja um “excelente” trabalho na elaboração do relatório.

Já a consultora Dionara Anjos adiantou que o documento responde precisamente às recomendações que a CEDAW fez em relação aos setores nomeadamente da saúde, educação e medidas temporárias especiais que pretendem implementar para a promoção dos direitos das mulheres.

A realização do ateliê, segundo a mesma fonte, serve para recolher informações junto dos setores para permitir a concretização do relatório e saber quais são as recomendações da CEDAW para o arquipélago.

O documento, que será apresentado no princípio de julho, vai abordar outras questões como por exemplo grupos que são discriminados, nomeadamente mulheres idosas, chefes de família monoparentais, rurais, com deficiências e VIH Sida.

O ateliê visa socializar as obrigações do Estado de Cabo Verde no âmbito da CEDAW, tomar parte das recomendações recebidas pelo país em 2013, receber diretrizes para o processo de reportagem à CEDAW e Identificar as necessidades de informação para a elaboração do relatório CEDAW e assignar responsabilidades na sua prestação.

No encontro esteve presente a coordenadora e representante do Sistema das Nações Unidas (ONU) em Cabo Verde, Ulrika Richardson, a presidente do ICIEG e a ministra de da Família e Inclusão Social.

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