Fotógrafo suíço mostra como era andar de metro em Nova Iorque nas décadas de 1970 e 1980

As fotografias de Willy Spiller, que residiu na cidade entre 1977 e 1984, foram reunidas em livro. As imagens captadas revelam o dia a dia da metrópole numa época de grande criminalidade.

Uma oportunidade única para ver o mundo numa outra perspetiva. As fotografias de Willy Spiller, fotógrafo suíço que residiu na cidade que nunca dorme entre 1977 e 1984, foram recuperadas e publicadas no livro «Hell on wheels». As imagens, surpreendentes, revelam o dia a dia no metro de Nova Iorque, nos EUA, nas décadas de 1970 e 1980, uma época em que a cidade era marcada por níveis de criminalidade elevados.

Os subterrâneos do metropolitano que servia a urbe eram, na altura, um dos locais mais perigosos, sendo em permanência vigiados por 2.300 polícias. Os retratos que o profissional da imagem helvético conseguiu tirar acompanham o nascimento da música rap, a expansão dos grafitis e o período que antecedeu a eleição de Ed Koch para a presidência da perfeitura da cidade.

Apesar de terem sido divulgadas publicamente pela primeira vez em 1984, as fotografias foram recuperadas em 2016, para serem incluídas no novo livro sobre Willy Spiller que a editora Sturm & Drang está a comercializar internacionalmente. «Mal se percebe que são imagens que contam uma história de crime e de perigo», escreve Tobia Bezzola, curador de arte suíço, no prefácio do livro.

Texto: Luis Batista Gonçalves com Willy Spiller (fotografias)

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