Adolescente com cancro tem recuperação "milagrosa" graças a canábis dada às escondidas pela mãe

Aos 10 anos, Deryn Blackwell foi diagnosticado com leucemia. Dezoito meses depois, foi-lhe detetado um cancro secundário, um sarcoma de células de Langerhans, uma doença rara e normalmente letal.

Quatro anos depois do primeiro diagnóstico, os médicos admitiram a Callie Blackwell, mãe de Deryn, que pouco mais havia a fazer. O jovem estaria numa fase terminal da doença e restava aguardar e continuar a insistir com os fármacos quimioterápicos de primeira e segunda linha.

Nessa altura, Deryn Blackwell estava internado, já vivia sob o efeito de opiáceos para atenuar as dores e estava dependente de morfina.

O desespero tomava conta dos pais quando Callie Blackwell encontrou na Internet boas recomendações sobre um analgésico à base de canábis. Ao Daily Mail, a mãe conta que falou com o médico da criança que a alertou para o facto da substância nunca ter sido testado em crianças, não recomendando por isso a mesma ao jovem Deryn Blackwell.

Mas os pais foram mais longe. Sentiram que não tinham nada a perder, conta a mãe ao referido jornal. O pai encontrou-se com um traficante para comprar a substância e em casa preparou a droga com uma panela de pressão. Depois, no hospital, às escondidas, administraram-na a Deryn Blackwell.

Deryn Blackwell recuperou gradualmente e agora, com 17 anos, estuda e até tem um trabalho em part-time.

Segundo o  jornal, vários especialistas e médicos alertam que a história do jovem não prova a eficácia da canábis, nem deve servir de exemplo. "Tem havido muitos estudos sobre o efeito da canábis em células desenvolvidas em laboratórios, mas com efeitos diferentes em tipos diferentes de células cancerígenas", explica Emma Smith do Cancer Research UK ao jornal "The Independent".

 

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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