Salário afeta mais a saúde do que genética

Um estudo da Universidade de Washington, em Seattle, garante que o salário, formação profissional e classe económica determinam mais a esperança de vida do que a hereditariedade.
créditos: Pixabay

O estudo publicado na revista "Jama International Medicine" assevera que os fatores sociais têm mais impacto na saúde e na esperança de vida do que algumas questões de ordem genética. Segundo a investigação, os moradores das regiões mais pobres dos Estados Unidos, por exemplo, morrem em média 20 anos mais cedo do que aqueles que vivem em lugares com maior disponibilidade financeira.

O estudo conclui ainda que a diferença da esperança de vida por região aumentou consideravelmente nos últimos 35 anos. "As dimensões desse contraste exigem que algo seja feito o mais rápido possível. Se essa tendência continuar, a lacuna entre pobres e ricos e entre saudáveis e doentes vai crescer ainda mais", alerta a cientista Laura Dwyer-Lindgren numa nota da referida universidade.

Segundo esta investigadora, o fim do Obamacare pode piorar a situação, deixando milhares de pessoas sem assistência médica.

Em geral, desde 1980, a esperança de vida nos Estados Unidos aumentou de 73,8 para 79,1 anos. Ainda assim, em alguns lugares, como Dakota do Sul e do Norte, as pessoas não vivem para além dos 68 anos. Já ao longo da costa da Califórnia e em torno das metrópoles da costa leste, como Nova Iorque, as pessoas vivem em média entre 82 e 85 anos.

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artigo do parceiro: Nuno Noronha

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