Caipibar: Era apenas para pagar os estudos mas tornou-se num negócio familiar

Deborah e Natália Felisberto são duas jovens, irmãs, que fundaram o bar Caipibar. As duas empreendedoras explicam como é que o negócio, que já é de família, cresceu e se consolidou.

O empreendedorismo tornou-se um recurso, por parte dos jovens angolanos, para fazer face ao desemprego ou, então, procurar fontes de rendimento alternativas que não passem por estar dependentes de uma entidade patronal. Fomos tentar perceber melhor o que motiva estes jovens.

Depois do falecimento do pai, Deborah e Natália Felisberto depararam-se com muitas dificuldades financeiras, até que em 2013 decidiram criar um negócio capaz de pagar os estudos escolares.

“Tivemos uma conversa depois do falecimento do nosso pai, porque percebemos que a nossa mãe seria “pai e mãe”, depois da tragédia. Não queríamos parar de estudar e também queríamos dar o nosso contributo financeiro para a casa, porque somos as irmãs mais velhas”, começa por explicar Débora Felisberto, de 24 anos. “Foi então que analisámos o mercado e começámos a ver o quanto valia investir em algo assim. Finalmente, escolhemos investir num bar que fosse nosso e fácil de gerir. Demos-lhe o nome de Caipibar, por ser algo que envolve diversão, gastronomia e ousadia”, acrescenta.

Deborah e Natália tornaram-se conhecidas pela ambição em criar um estabelecimento que vai ao encontro do que os clientes querem e pedem, um conceito que, recentemente, no mundo da restauração e hotelaria de Angola, tem ganho peso.

O Caipibar ainda é uma empresa de pequena dimensão. Confeccionam bebidas de vários gostos, com frutos frescos e preparados por eles mesmos, conforme o pedido dos clientes, sendo que as bebidas podem conter álcool.

Veja no vídeo uma pequena demonstração do que a Caipibar tem para oferecer:

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