Porque sentir-se agradecido é bom para a saúde

Embora mais estudos sejam necessários para comprovar a relação entre gratidão e saúde, uma investigação recente apresenta mais uma razão válida para acreditar que estar-se ou ser-se agradecido no dia a dia lhe dá mais saúde.
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Vai ter um coração mais saudável se deixar de lado rancores, tristezas e pensamentos tóxicos e der lugar à felicidade e gratidão. Um estudo de abril de 2015, da American Psychological Association, que analisou 186 homens e mulheres com doença coronária, categorizou os níveis de gratidão e bem-estar espiritual da amostra.

Nesse processo, os investigadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, descobriram que quanto mais alto era o nível de gratidão relatado, melhor era o estado de humor e a qualidade do sono e menor era a inflamação do corpo, um dos fatores que pode agravar os sintomas da doença coronária.

Alguns dos participantes no estudo foram convidados durante oito semanas a registar "coisas" pelas quais se sentiam agradecidos.

"Descobrimos que esses doentes que registaram num diário razões pelas quais se sentiam agradecidas durante oito semanas apresentaram uma redução dos níveis de vários biomarcadores das inflamações na circulação sanguínea, assim como o aumento da variabilidade da frequência cardíaca. Esse aumento da variabilidade da frequência cardíaca está associado à redução do risco cardíaco", explicou o autor do estudo, Paul J. Mills, professor de Medicina e Saúde Pública daquela universidade, num comunicado oficial.

Outro estudo universitário de 2011 também concluiu que registar motivos pelos quais nos sentimos agradecidos nas noites em que dormimos mal nos ajuda a voltar a ter um sono reparador e mais profundo nas noites seguintes.

Uma investigação ainda mais antiga, de 2003, defende que estar-se grato pode contribuir para uma visão saudável.

A sensação de gratidão contribui ainda para uma melhor saúde física. Um estudo que avaliou 1000 mulheres e homens suíços, publicado no jornal médico Personality and Individual Differences, refere que quanto mais altos eram os níveis de gratidão relatados pelos próprios, mais positiva era a sua auto-avaliação em relação à saúde física. As pessoas que se sentiam mais gratas tinham também maior propensão para adotar comportamentos mais saudáveis e procurar ajuda médica quando notavam distúrbios ou problemas de saúde.

Outro estudo adianta ainda que as pessoas que se sentem gratas tendem a fazer mais desporto.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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