Como tratamos os outros revela muito sobre nós

Começo pelo famoso ditado que tenta fazer-nos compreender que o que dói no outro pode doer em nós também. O que machuca o outro pode nos machucar também.
créditos: Nuria Natural

A vida é um aprendizado, e muitas das coisas que aqui falo são sempre coisas em que acredito e que vou tentando a cada dia melhorar como pessoa.

Não aprendemos tudo de uma só vez como é óbvio.  Aprendemos com os erros, com as desilusões e com os tropeços.

O que quero dizer é que sei que não somos perfeitos, todos temos defeitos, mas podemos sempre tentar melhorar a nossa atitude e a nossa forma de pensar.

Por isso escrevo coisas positivas e que possam inspirar todos a tentarem ser pessoas melhores e repensar atitudes que nos atrasam.

Aprender a colocar-se no lugar do outro exige muita maturidade.

Ou seja, isto é daquelas coisas que aprendemos de acordo com a nossa experiência de vida.  Exige também muita humildade.

Ter a capacidade de transpor a nossa pessoa e visualizarmo-nos na pele do outro é um acto altruísta que revela que estamos dispostos a perceber e a tentar compreender as acções do outro.

Nem sempre iremos perceber porque há muita coisa que nos impede de o fazer.

Há o egoísmo, a arrogância, o preconceito, o descaso, etc, para nos dizer que não, não nos devemos colocar no lugar do outro e ver que afinal não temos o tal direito de julgar, de menosprezar, de fazer juízos de valor.

Julgar alguém é o primeiro sinal de que não conseguimos compreender a base do seu comportamento.

Julgar alguém revela um profundo desconhecimento até de nós próprios.  Quem somos nós para julgar o comportamento dos outros quando nós mesmos somos uma fonte de erros?

Quem somos nós para julgar atitudes?

Não me refiro a julgar quem mate, quem oprima, quem aterrorize.  Isso é uma questão melhor abordada por especialistas.

O que escrevo é baseado na minha experiência de vida e no que vejo no dia-a-dia.

Pessoas a tratarem-se mal, a magoarem-se, famílias a fragmentarem-se ás vezes pelo simples facto de não terem a capacidade de parar por instantes e pensar um pouco sobre as razões de certas atitudes, o porquê de elas serem assim.

Às vezes quando nos permitimos colocar no lugar do outro, identificamos até as nossas próprias falhas.

A maneira como tratamos os outros revela bastante acerca da nossa personalidade.

Pense que por vezes não conhecemos o caminho que cada um teve que trilhar, o porquê de escolher um caminho e não outro.  Colocar-se na pele do outro questiona as nossas próprias acções.  Pode mudar as nossas atitudes para melhor.

Da próxima vez que for fazer algo que não gostava que lhe fizessem, que for julgar alguém, que for criticar, pare, pense diferente, seja mais humilde.

Fiquem com esta frase de um dos meus autores preferidos:

“A capacidade de se colocar no lugar do outro é uma das funções mais importantes da inteligência.  Demonstra o grau de maturidade do ser humano”.  Augusto Cury

Beijos,

Mónica

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