VIH/Sida: Acesso a contracetivos aumentou, mas continua longe dos objetivos

O número de mulheres e raparigas com acesso a métodos contracetivos em países do programa Planeamento Familiar 2020 (FP2020) como Moçambique e Timor-Leste continua a aumentar, mas ainda está longe do objetivo.

Segundo as estimativas feitas pelos autores do estudo "FP2020: The Way Ahead", em julho deste ano de 309 milhões de mulheres e jovens dos 69 países que fazem parte do FP2020 usavam um método moderno de contraceção.

Isto equivale a 38,8 milhões a mais do que os cerca de 271 milhões de 2012 usados como referência, quando o FP2020 foi lançado, na sequência da Cimeira de Londres sobre Planeamento Familiar.

Na altura, foi determinada uma meta de proporcionar métodos contracetivos modernos a mais 120 milhões de jovens e mulheres nos países mais pobres até 2020, garantindo a proteção dos direitos humanos das mulheres e o acesso a cuidados de saúde e instrumentos de planeamento familiar.

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De acordo com o relatório hoje publicado, o alargamento do acesso entre julho de 2016 e julho de 2017 a métodos contracetivos modernos, como a pílula, o contracetivo injetável, os preservativos e o dispositivo intrauterino permitiu evitar 84 milhões de gravidezes não planeadas, 26 milhões de abortos inseguros e a morte de 125,000 de mães durante os partos.

África é o continente com maiores progressos

O estudo indica que África é o continente que mostra maior progresso nesta área, embora, em número, na Ásia o número de novos utilizadores é maior porque aquele continente inclui quatro dos cinco países mais populosos do FP2020: Índia, Indonésia, Paquistão e Bangladesh.

"O FP2020 é um movimento liderado pelos países para capacitar as mulheres e as jovens investindo no direito ao planeamento familiar. Acreditamos que todas as mulheres e as mulheres devem ter a possibilidade de moldar sua própria vida", afirmou a diretora executiva da FP2020, Beth Schlachter, num comunicado.

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