São Vicente: Direção Nacional de Saúde quer mais ações de terreno na luta contra mosquitos

créditos: Inforpress

A diretora nacional de Saúde pediu hoje, no Mindelo, mais trabalho e ações de terreno visando a redução da população de mosquitos que transmitem doenças, num esforço conjunto profissionais de saúde/população, sobretudo sua sensibilização.

Maria da Luz Mendonça falava na abertura da ação de formação sobre educação sanitária e prevenção das arboviroses, que reúne hoje e terça-feira, na sede da Delegacia Saúde, cerca de três dezenas de técnicos das ilhas de São Vicente, São Nicolau, Sal e Boa Vista, que trabalham na luta anti-vectorial.

É que, segundo a responsável, as emergências em arboviroses têm constituído uma preocupação mundial, já que no contexto da globalização as doenças “viajam facilmente” de um país para outro, e um país que tem as vulnerabilidades de Cabo Verde, e a presença do vetor, tem que estar com uma vigilância epidemiológica e etimológica permanente.

“Há que tomar medidas assertivas, ter estratégias que passam pela reciclagem e formação dos profissionais de saúde que trabalham no terreno”, aludiu Maria da Luz Mendonça, já que o objetivo é reduzir a população de mosquitos que transmitem a doença.

A direção nacional da Saúde, acrescentou, quer ações de terreno para que Cabo Verde seja um país livre do paludismo, zika e dengue e outras doenças arboviroses.

“Queremos uma vigilância epidemiológica de tal maneira que ao primeiro sintoma as pessoas se dirigem aos centros de saúde e sejam diagnosticadas rapidamente, daí a necessidade do reforço da capacidade de intervenção e de detecção precoce”, concretizou a diretora nacional de Saúde, que chamou atenção ainda para a necessidade do reforço de lideranças neste processo conjunto e atividades de terreno com impacto na redução da população de mosquitos em Cabo Verde.

Esta formação, segundo o delegado de Saúde de São Vicente, Elísio Silva, chega num momento “muito especial” porque a cada dia em Cabo Verde, considerou, está-se a ter “muitas doenças provocadas por tipos de arboviroses”.

“São Vicente é uma ilha que tem o tipo de mosquito que transmite essas doenças e por isso temos que estar preparados, sobretudo os técnicos que trabalham diretamente na luta anti-vectorial”, precisou o responsável.

A formação e o empoderamento dos técnicos e profissionais de saúde objetiva capacitá-los e fazer um trabalho sobretudo de prevenção e também de educação  e comunicação sanitária em relação à doenças transmitidas por vector.

Dados revelados pelo Ministério da Saúde indicam que nos últimos anos em Cabo Verde registaram-se duas epidemias por Flavivírus, a primeira em 2009, de dengue com mais de 21 mil casos suspeitos, e a segunda entre finais de 2015 e meados de 2016, a epidemia de Zika, com mais de 7.500 casos suspeitos e 15 casos de microcefalia em bebés associadas a infecção pelo vírus zika.

Em 2016-2017 foram notificados 121 casos suspeitos do vírus de dengue.

São ainda registados de forma sazonal casos de paludismo particularmente nas ilhas de Santiago e Boa Vista.

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