São Filipe: Inexistência de equipamentos de esterilização e insuficiência de técnicos são constrangimentos do hospital

A inexistência de equipamentos para esterilização e insuficiência de médicos especializados e enfermeiros são algumas das dificuldades por que passa o hospital regional São Francisco de Assis.
créditos: Inforpress

O diretor deste estabelecimento hospitalar, Luís Sanches, em entrevista à Inforpress, disse que o hospital continua a deparar com o problema crónico de inexistência de auto-clave, aparelho utilizado para esterilizar equipamentos através de calor húmido sob pressão, situação que, segundo o responsável, está condicionar o funcionamento da própria estrutura.

Para Luís Sanches, trata-se de um aparelho-chave que esteriliza todos os equipamentos, indicando que como o hospital São Francisco de Assis tem uma parte cirúrgica, tanto gineco-obstetra como cirurgia geral e oftalmológica.
Adiantou que a estrutura dispõe de pequenos auto-claves que são custosos para o hospital.

Além deste problema, Luís Sanches aponta outros, como o deficiente funcionamento da lavandaria, por insuficiência de pessoal, mas também a escassez de médicos especializados e de enfermeiros.

Para o director do hospital é necessário dotar esta estrutura de um médico anestesista, que, segundo o mesmo, ajuda grandemente no funcionamento do hospital regional, pois, tendo técnicos, haverá mais cirurgias locais e menos transferência de pacientes para o hospital central da Praia, com muitos custos, não só social, mas também financeiro para o país.

Além de um médico anestesista, o hospital precisa de mais dois clínicos gerais, um internista e mais um cirurgião, para poder responder a demanda.

Quanto ao pessoal da enfermagem, o hospital São Francisco de Assis necessita, segundo o seu diretor, de pelo menos mais oito enfermeiros para cobrir a demanda atual do hospital.

Luís Sanches disse à Inforpress que neste momento iniciaram-se as obras de reabilitação da antiga maternidade, situada nas antigas instalações do hospital, para albergar o gabinete técnico da Região Sanitária Fogo e Brava.

O responsável, que acumula a direção do hospital com o cargo do diretor da Região Sanitária Fogo e Brava, além de ser o único internista, fazendo urgência e outros serviços, disse que o novo espaço vai permitir separar o hospital da Região Sanitária.

O timing para a separação do funcionamento não foi definido tendo em conta que a reabilitação é feita com fundos locais e poderá levar algum tempo, conforme explicou.

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