Santo Antão: Saúde melhorou de forma significativa com a criação da Região Sanitária

A Região Sanitária da ilha das montanhas foi instalada no mês de março.

Santo Antão

créditos: Inforpress

A saúde na ilha de Santo Antão “melhorou significativamente” com a criação da Região Sanitária desta ilha, instalada em março de 2015, segundo o diretor interino desta região, Elísio Silva.

“A saúde em Santo Antão melhorou, significativamente, com a Região Sanitária que permitiu, além do aumento do número de técnicos, uma melhor articulação das estruturas de saúde na ilha”, explicou Elísio Silva, que falava, este domingo, no ato de entrega de 12 motorizadas, por parte da Organização Mundial da Saúde (OMS), aos serviços de saúde, nesta ilha.

Com os avanços conseguidos, segundo Elísio Silva, Santo Antão “está bem encaminhado” para alcançar os Objetivos do Desenvolvimento do Milénio em matéria da saúde, um feito que, a seu ver, se deve também ao apoio que a OMS tem dado às estruturas de saúde, nesta região.

A ministra-adjunta e da Saúde, que, este domingo, terminou uma visita de dois a Santo Antão, partilha, também, da opinião de que “valeu a pena a criação da Região Sanitária de Santo Antão”, pelos “avanços significativos” já alcançados em termos de indicadores de saúde, nesta ilha.

“Vejo a saúde a avançar em Santo Antão”, notou Cristina Fontes Lima, ao fazer o balanço dos nove meses de funcionamento da Região Sanitária de Santo Antão, cuja direção já elaborou “um relatório que dá conta dos avanços”, que vai ser divulgado ainda em dezembro, adiantou a governante.

A criação da Região Sanitária permitiu uma melhor articulação entre as estruturas de saúde e um melhor aproveitamento dos recursos existentes, possibilitou ainda a criação de um gabinete técnico para apoiar os serviços nos três concelhos e permitiu ainda dotar o hospital regional João Morais de “uma equipa muito importante”.

Tudo isso, segundo Cristina Fontes Lima, fez com que os indicadores de saúde em Santo Antão tenham melhorado, nos últimos tempos.

Por isso, Fontes Lima manifestou-se, antes de deixar Santo Antão, “uma ministra de Saúde feliz” por ver que “a Região Sanitária está a avançar”.

Para o representante da OMS em Cabo Verde, que acompanhou a ministra-adjunta e da Saúde, na visita a Santo Antão, a Região Sanitária permitiu, também, às autoridades sanitárias colocarem na agenda a problemática do alcoolismo, considerado um problema de saúde pública, nesta ilha.

Por esta e outras razões, Mariano Salazar não tem “dúvidas” de que Santo Antão “está a ganhar” com a criação da Região Sanitária, numa ilha que, a seu ver, tem “uma história exemplar a favor da saúde pública, no contexto de Cabo Verde”.

A mortalidade materna é, atualmente, nula, segundo aquele responsável, que realçou o facto de a mortalidade infantil, a tuberculoso e o VIH-Sida estarem controlados a nível da região de Santo Antão.

No quadro do processo de criação da Região Sanitária de Santo Antão, iniciado em 2011,
Santo Antão recebeu investimentos no domínio da saúde na ordem dos cem (100) mil contos, segundo dados avançados pelo Ministério da Saúde.

Os investimentos incidiram, sobretudo, na melhoria das infraestruturas e na aquisição de equipamentos, que permitiram a melhorar a prestação dos cuidados de saúde, nesta ilha.

De entre os investimentos feitos na melhoria das infraestruturas, entre 2011 e 2015, se destacam a remodelação dos centros de saúde do Porto Novo e Paul, a construção do posto de saúde de Alto Mira e remodelação dos postos sanitários da Ribeira da Cruz, Chã de Igreja e do Tarrafal de Monte Trigo, bem como a remodelação do posto de saúde da Ponta do Sol.

No caso do posto de saúde da Ponta do Sol, as obras estão na fase de conclusão, devendo ser inauguradas em janeiro, segundo Cristina Fontes Lima.

Igualmente, foi disponibilizada uma ambulância nova para a Região Sanitária, cuja sede fica na cidade do Porto Novo, além do reforço do pessoal médico (especialistas).

Nesta visita a Santo Antão, Cristina Fontes Lima assegurou que o centro de saúde do Paul está em vias de receber mais um médico e uma ambulância.

A criação da Região Sanitária de Santo Antão inseriu-se no quadro do Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS), para o período 2012-2016, que prevê também a criação da Região Fogo/Brava.

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