RSSN tem todas as condições para atingir nova estratégia de combate ao VIH-SIDA "90,90,90" da ONU

A Região Sanitária Santiago Norte (RSSN) vai estar em 2020, em condições de atingir a nova estratégia de combate ao VIH-SIDA, lançada pelas Nações Unidas denominada 90,90,90, garantiu à Inforpress, o diretor da RSSN, João Baptista Semedo.
créditos: inforpress

Com esta nova estratégia, pretende-se até 2020 que 90 por cento (%) das pessoas seropositivas saibam que estão infectadas com o vírus de VIH, e que destes 90 % recebam a terapia anti-retroviral, e ainda que 90 % dos indivíduos que receberam o tratamento venham a ter uma taxa indetectável de vírus no sangue.

Este responsável de Saúde falava à Inforpress no final da II Jornada de Saúde sobre o tema “VIH/ SIDA e as novas estratégias 90,90,90”, que contou ainda com as intervenções do representante da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariano Castellon, e da diretora Nacional da Saúde, Maria da Luz Lima.

É que, segundo o médico, a RSSN, a nível do tratamento, está acima da média nacional, em que a taxa de tratamento está por volta dos 65% e a região está em 78%, ou seja, estão mais próximo de atingir os 90% do que a nível de todo o país.

Conforme sustentou o médico, atingindo 90% em tratamento, vão estar em condições de atingir as outras duas metas, mormente a primeira que é diagnóstico, acrescentando que pretendem reforçá-la para que todo mundo saiba “se está ou não afetado com o vírus de VIH”.

Reforço no diagnóstico precoce, em que todas as estruturas devem enveredar esforços para melhorá-lo, através de disponibilização dos testes para a população geral, reforçar a continuação da aplicação dos testes de VIH nas grávidas que neste momento é 100 por cento são algumas das recomendações saídas da II Jornada de Saúde.

Uma outra recomendação tem a ver com o reforço na distribuição dos preservativos, com novas estratégias, ou seja, criação de outros pontos de distribuirão que não seja somente centros de Saúde.

Por seu turno, a diretora Nacional da Saúde, Maria da Luz Lima que considerou a temática refletida na II Jornada sobre a problemática “de suma importância no contexto da saúde pública no contexto nacional”.

No concernente às recomendações saídas da II Jornada, assegurou que a região está “reforçada em termos de estratégias”, mas que no entanto, os impactos da sua implementação serão a nível nacional e vai mudar a qualidade de vida do país.

“Há estratégias bem delineadas pelo país, mas quando assumidas pelas diversas regiões e delegacias de saúde e pelos parceiros, acredito que venceremos esta epidemia”, enfatizou.

A realização da II Jornada tem a parceria do Ministério da Saúde e da Segurança Social, Instituto Nacional da Saúde Pública, Instituto Nacional de Previdência Social e da Universidade de Santiago (US) e Comité de Coordenação do Combate à Sida (CCS-SIDA)

O evento, que vai ter a continuação ou anual ou bienal, que contou com conferencistas nacionais e internacionais, contou com participação dos profissionais de saúde, designadamente médicos, enfermeiros, psicólogos, técnicos de laboratórios, assistentes sociais, nutricionistas, gestores e administradores de saúde, mas também académicos e investigadores de diversos setores.

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