Cientistas revertem perda de memória provocada pelo Alzheimer

É provavelmente um dos maiores avanços da ciência dos últimos anos no que toca à doença de Alzheimer. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) sugerem uma nova abordagem para criar novas terapias para esta doença neurodegenerativa.
créditos: EPA/SALVATORE DI NOLFI

No cérebro de um doente com Alzheimer, muitos dos genes utilizados para criar novas memórias são "desligados" por um bloqueio genético, originando o conhecido declínio cognitivo nos pacientes com esta patologia neurodegenerativa.

Agora, um estudo publicado pela revista Cells Reports, da autoria de cientistas do MIT, garante que poderá ser possível quebrar esses bloqueios genéticos no cérebro ao travar a enzima responsável por esse procedimento castrador.

Esta perda de memória acontece quando a enzima HCAC2 comprime os genes cerebrais da memória, até que estes se tornam inúteis, produzindo a incapacidade de reter memórias e provocando o esquecimento das aprendizagens já adquiridas.

O MIT conseguiu bloquear, com sucesso, a ação da enzima HCAC2 sem afetar outras enzimas a partir da utilização de luzes LED e a partir daí reverter a perda de memória.

A indústria farmacêutica já o tinha conseguido fazer com recurso a moléculas químicas, mas não conseguiu evitar os efeitos secundários tóxicos, afastando a hipótese de criar assim uma alternativa terapêutica.

Esta nova técnica foi testada apenas em ratos, mas a principal autora do estudo, Li-Huei Tsai, diz que pode ser eficaz e reverter os efeitos da doença também em seres humanos.

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artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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